André Almeida revela o que é mais assustador em João Félix

O jogador do Benfica deu uma entrevista descontraída onde falou das coisas normais de Félix, do assalto que viveu com Samaris e ainda respondeu às provocações de Pizzi.

André Almeida, jogador do Benfica, deu esta segunda-feira uma entrevista bastante descontraída à Rádio Mega Hits na qual, entre outros temas, falou sobre a forma como João Félix expressa o seu talento.

"Quando ele chegou ao pé de nós [plantel principal do Benfica] dava para ver claramente que tinha ali qualquer coisa de diferente. A cena mais assustadora nele, no bom sentido, é que para ele era tudo normal: fazia um mau treino, era normal, fazia um hat trick na Liga Europa, como fez, no dia seguinte, tudo normal; fintava dois ou três jogadores, normal, perdia a bola 50 vezes, normal... É uma frieza que só os jogadores diferenciados têm", sublinhou o sub-capitão dos encarnados.

O defesa garantiu ainda que nunca ligaria a Samaris a pedir ajuda se a sua casa fosse assaltada e justificou contando um episódio que ambos viveram: "É o Samaris porque fui passar férias com ele na Grécia e a nossa casa foi assaltada. E eu disse que não era para mim, que os gregos só me assaltam. Por isso, definitivamente eu não ligava ao Samaris, porque provavelmente ele ia ajudar o assaltante."

André Almeida foi ainda questionado sobre o adversário mais complicado que teve pela frente e não se esquivou na hora de responder. "É difícil. Já apanhei uns quantos, mas posso dizer o Carrasco. Num jogo contra o Mónaco, eu também não estava muito bem fisicamente, porque tinha estado doente, joguei inclusive com febre e sentia-me mais frágil. Ele nesse jogo deu-me bastante trabalho, mas nós acabámos por ganhar 1-0. Em Portugal, durante a época transata, tive algumas dificuldades com o Galeno. Foi um jogo na Luz diante do Rio Ave que ganhámos por 4-2", revelou.

O jogador do Benfica garantiu que no seu caso "não jogaria" no FC Porto e no Sporting. "Para deixar bem claro, isto é uma profissão. Sendo uma profissão, acho que não podemos excluir nenhuma possibilidade, mas no meu caso, depois de tudo o que tive dificuldade em construir, e por todo o carinho que o Benfica me deu, a mim e à minha família, claramente não jogaria nos outros dois rivais."

Um momento hilariante no programa foi a mensagem que Pizzi deixou a André Almeida, que lhe lançou um pedido: "Quero que admitas publicamente o facto de eu ter feito de ti jogador. Depois quero que expliques a tua capacidade de dar a volta a uma situação que não é favorável para ti. A capacidade que tu tens de em dois, três segundos inventares uma situação para saíres por cima do assunto que estamos a conversar." André Almeida não deixou o médio sem resposta: "Obrigado, Pizzi, por teres feito de mim jogador. Aliás, fizeste de mim um melhor jogador. Relativamente a essa capacidade, é um dom que eu tenho. Daí eu querer ser advogado para saber dar a volta às situações, mas de maneira legal."

Outro desafio lançado ao defesa foi se escolhia jogar num clube de meio da tabela que lhe oferecesse um salário de milhões ou num colosso europeu sem ordenado. André Almeida aproveitou para driblar a pergunta: "Tenho o melhor dos dois mundos, pois pertenço a um colosso europeu e já recebo bem." Ainda assim admitiu que sempre teve o sonho de "jogar na Premier League". "Gosto muito do Liverpool, do Manchester United pela história que tem, gosto de outros, como o Real Madrid e o Barcelona, mas claramente prefiro a Premier League", acrescentou.

André Almeida referiu ainda que o momento mais marcante da sua carreira no Benfica foi "participar, com uma assistência, no golo 300 do Jonas". "Foi mais importante para mim do que qualquer golo que tenha feito", justificou. E ainda lembrou, entre gargalhadas, que "a coisa mais dispendiosa" que fez: "Foi colocar gasóleo no carro do meu avô. Na altura eu ia para os treinos no carro dele, que era ainda mais velho do que eu."