Sérgio Conceição: "Foi uma entrada à imagem da época passada"

Treinador do FC Porto sublinhou pressão, dinâmica e intensidade da sua equipa na goleada ao Chaves (5-0) e voltou a desvalorizar ausência de Marega. Daniel Ramos reconheceu "conjunto de asneiras"

António Pedro Pereira
Sérgio Conceição elogiou pressão, dinâmica e intensidade do FC Porto© Fábio Poço/Global Imagens

Sérgio Conceição estava bastante satisfeito com o desempenho do FC Porto e a entrada na Liga em que defende o título. "Foi a entrada que queríamos, à imagem do que foi a época passada. A equipa foi muito pressionante, reagiu muito rápido à perda da bola, deixou pouco espaço para o adversário construir. E com uma dinâmica muito interessante em termos ofensivos", observou o treinador.

"Com um bocadinho mais de intensidade na zona de finalização o resultado podia ter sido ainda mais volumoso. Mas quero enaltecer o trabalho de todo o grupo, esteve muito envolvido nas tarefas individuais e coletivas. Temos de dar continuidade ao que fizemos no ano passado, esperar mais dificuldades e temos de fazer mais e melhor para conseguirmos ganhar", apontou.

Nem a ausência de Marega, que forçou a saída do FC Porto e ficou à margem dos dois primeiros jogos (Supertaça, 3-1 ao Aves; e o jogo deste sábado) tirou tranquilidade a Conceição: "O grupo é forte. Temos gente que quer trabalhar e que, diariamente, dá uma resposta adequada à minha exigência e rigor. Eles já sabem como eu sou e como o clube é, com uma exigência muito grande. Os jogadores estão comprometidos, estão com uma ambição, determinação e confiança enorme. E há um respeito enorme entre nós todos, e isso faz com que estejamos mais próximos de ganhar".

Para o jogo deste sábado, o técnico apostou no mesmo onze que venceu a Supertaça há uma semana. "São escolhas que faço em função do jogo e da resposta que os jogadores me dão no trabalho diário. Tenho de escolher e, felizmente, o Corona entrou muito bem outra vez, o Marius entrou bem e o Adrián porque entrou muito bem. Se posso apontar um bocadinho de desilusão, foi por o Adrián não ter feito o golo na ocasião que teve e na qual o Ricardo fez uma grande defesa", finalizou.

Daniel Ramos, que deixou o Marítimo e começou este verão a orientar o Chaves, estava conformado, sobretudo por causa das "asneiras" que levaram a equipa "ao tapete". "O FC Porto tem continuidade, ao contrário de um Desportivo de Chaves que está a construir a sua base. Tem seis entradas, está a encontrar o seu caminho. É natural que isto aconteça", analisou.

"É evidente que não estamos contentes. Houve coisas positivas no jogo, poucas, e houve bastantes em que nao conseguimos transpor para o jogo aquilo que treinámos. Ficámos com a sensação de que houve um FC Porto muito forte e a não permitir a tranquilidade que queríamos no aranque do jogo. Cometemos um conjunto de asneiras que nos levaram ao tapete em determinado momento e foi difícil reagir", aceitou o treinador.

"Faltou a capacidade de não perdermos tanto a bola. Cometemos erros, fomos lentos a executar, fomos lentos a pensar. Asneiras pagam-se caro", concluiu.