Liga das Nações da UEFA desagrada... ao Brasil

Nova prova europeia de seleções vai reduzir número de jogos particulares e o escrete terá de encontrar alternativas para as datas FIFA

David Pereira
© EPA/Antonio Lacerda

Novidade na Europa, a Liga das Nações causa desagrado ao... Brasil. Tudo porque o torneio do velho continente, que começa esta quinta-feira, vai reduzir o número de jogos particulares das seleções europeias, o que obrigará à seleção canarinha encontrar alternativas para manter a competitividade nas datas FIFA.

"Claro que a Liga das Nações dificulta, mas já conversamos internamente e vamos buscar os maiores adversários. A ideia em relação aos próximos jogos continua a mesma: enfrentar sempre os principais oponentes, a maior dificuldade possível", confessou o coordenador de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Edu Gaspar, citado pelo Globoesporte.

Também o antigo internacional brasileiro e atual comentador na Globo, Caio Ribeiro, lamenta a falta de oportunidades para a seleção de Tite defrontar congéneres europeias. "Quanto pudermos jogar contra europeus, testar formações e dificuldades diferentes, mais a equipa vai evoluir. A partir do momento em que você tem a Liga das Nações, perde a oportunidade de fazer mais jogos particulares contra seleções da Europa e, aí, perde rendimento", considerou o antigo avançado, que propõe uma solução: "Tem que mesclar. Buscar, talvez, testar uma seleção de África que tenha uma característica de imposição física, ou o Japão, conhecido pela velocidade. Pode também fazer jogos na América do Sul, contra rivais mais tradicionais, como Uruguai e Argentina. É preciso que a seleção atue em situações diferentes."

Nesta janela do calendário FIFA para as seleções, o Brasil vai defrontar Estados Unidos (madrugada deste sábado) e El Salvador (madrugada da próxima quarta-feira) em solo-americano. Os defesas portistas Felipe e Éder Militão estão entre os convocados.