Campanha da Nike motiva boicote nos Estados Unidos

O jogador de futebol americano Colin Kaepernick deu a cara pela nova campanha da marca de equipamentos mas os consumidores afetos à governação Trump não se esqueceram da sua atitude perante o hino norte-americano

Bruno Pires

Está a ser violenta a reação dos consumidores à decisão da Nike em utilizar Colin Kaepernick como o rosto da sua nova campanha publicitária.

O jogador de futebol americano recusou-se a permanecer de pé durante o hino norte-americano o que levou muitos consumidores a colocarem nas redes sociais fotografias em que mostravam os seus produtos Nike a serem destruídos. Em simultâneo foram convocadas manifestações, também através das redes sociais.

Até Wall Street se manifestou mostrando alguma preocupação pelo facto de as ações da Nike estarem a cair 3%. Ainda assim diversos especialistas referiram que a longo prazo a Nike pode sair beneficiada deste ataque de consumidores afetos à governação Trump.

Kaepernick foi o primeiro praticante de futebo, americano a desafiar Donald Trum. Primeiro decidiu sentar-se durante o hino que antecede os jogos, depois colocou-se de joelhos. Esse gesto fez escola e levou a centenas de jogadores a imitarem Kaepernick que tinha como intenção protestar contra a violência da polícia para com os afro-americanos.Nem de propósito a Nike descreveu-o como "um dos mais inspiradores atletas da sua geração".

Os protestos tornaram-se massivos o que levou Donald Trump a considerar todos os jogadores que não respeitaram o hino como anti-patriotas.

No momento em que dá a cara pela campanha 'Just do it' Kaepernick decidiu processar judicialmente os proprietários de todas as equipas da NFL acusando-os de conspiração para o impedirem de jogar, pois terminou contrato com os San Francisco em março de 2017 e não voltou a ser alvo de interesse por parte de outras equipas. Mas estará em todos os estádios, quanto mais não seja em versão outdoor.