Detidos alegados assaltantes de António Simões

O governo de Cabo Verde anunciou hoje que os dois alegados autores do assalto e agressão ao ex-futebolista do Benfica António Simões, sábado, na cidade da Praia, estão detidos e condenou o sucedido.

"As instituições da Polícia Nacional identificaram com prontidão os dois indivíduos que cometeram este crime", estes encontram-se detidos e "serão encaminhados para o competente processo de responsabilização criminal", segundo um comunicado do Executivo cabo-verdiano.

Na mesma nota, o governo "reconhece que esta ocorrência acarreta também algum sentimento de insegurança, sendo certo que este caso, apesar de mediático em função da popularidade de António Simões, não traduz a realidade do nível de criminalidade que ainda afeta o país".

"As medidas de política que se vão concretizando em reformas e investimentos importantes para o setor da segurança têm resultado numa drástica e sustentada diminuição das ocorrências criminais pelo que a situação atual é radicalmente diferente do quadro vigente ainda há pouco tempo, principalmente na cidade da Praia", prossegue o comunicado.

O Executivo cabo-verdiano adiantou ainda que "são baixos os riscos para a integridade física de quaisquer cidadãos que vivam ou queiram visitar Cabo Verde".

António Simões foi assaltado no sábado na capital cabo-verdiana e na sequência do roubo deslocou uma perna, pelo que foi assistido no Hospital Dr. Agostinho Neto e mais tarde transportado para Portugal para receber cuidados médicos.

A antiga glória do Benfica encontrava-se em Cabo Verde para a passagem de ano.

Marcelo reage: "Não belisca imagem do país"

O Presidente da República Portuguesa considerou esta segunda-feira que o assalto sofrido pelo ex-futebolista do Benfica António Simões, em Cabo Verde, não vai beliscar a imagem do país e revelou que o antigo jogador vai voltar "assim que possa".

Marcelo Rebelo de Sousa, que se encontra em Cabo Verde, de onde partirá ainda hoje para o Brasil para assistir à tomada de posse do Presidente eleito desse país, Jair Bolsonaro, comentava desta forma o assalto e agressão sofridos pelo ex-jogador do Benfica.

Simões já está em Lisboa e foi internado no Hospital da Luz.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?