14.ª tenista do mundo defende árbitro português e arrasa Serena Williams

A checa Barbora Strycova considera Carlos Ramos "um dos melhores do mundo" e acusa a norte-americana de ter passado "todos os limites"

A checa Barbora Strycova, de 32 anos, é a 14.ª melhor tenista do ranking feminino (WTA) e não poupa nas palavras quando é para falar do incidente protagonizado pela norte-americana Serena Williams com o árbitro português Carlos Ramos, na final do Open dos Estados Unidos.

Em declarações ao jornal online checo Sport CZ, a tenista começa por elogiar o juiz português, considerando-o "duro", mas "um dos melhores árbitros do mundo" e, como tal, "limitou-se a seguir as regras e fez o que tinha a fazer". "Não tenho nada a dizer dele e neste caso tenho de o defender", sublinhou.

E nesse sentido não poupou Serena Williams. "Ela ultrapassou todos os limites. Será que o árbitro devia ter agido de forma diferente só por se tratar de Serena? Acho curioso também que ela só tenha agido daquela maneira quando estava a perder", atirou.

Questionada o facto se ter dito que Carlos Ramos teve uma atitude discriminatória sobre as mulheres, Strycova não se conteve e disse tratar-se de "uma treta", pois garante que "os juízes não levam em consideração se estão homens ou mulheres no court".

Aliás, a tenista checa refuta também qualquer comparação entre o comportamento de Serena Williams e aqueles que são protagonizados pelo espanhol Rafael Nadal. "Não tem comparação possível! A Serena gritou com o árbitro", justificou, assumindo que ficou "surpreendida" por Steve Simon, diretor-geral do WTA ter acusado Carlos Ramos por ter um nível de tolerância diferente consoante se trate de homens ou mulheres: "Não sei porque disse isso... Será que no próximo jogo de Serena vão mudar as regras? Ela é uma jogadora incrível, mas não gosto dessa forma de reagir quando está a perder, estragando o momento a Naomi Osaka, uma miúda de 20 anos, que na verdade é um bebé, que em vez de celebrar a vitória, baixou a cabeça."

Barbora Strycova considera normal existirem discordâncias com os árbitros, mas critica a "falta de camaradagem" no circuito mundial e não esconde que ficou "indignada ao ver uma tenista a gritar para o juiz dizendo que ele era um ladrão", uma atitude que a leva a dizer que "foram ultrapassados todos os limites".

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