Futre não entra na campanha eleitoral do Sporting

Ex-jogador tem sido apontado a diretor desportivo de Dias Ferreira. Mas como está a trabalhar com a atual comissão de gestão não quer envolver-se na campanha. Só depois das eleições de dia 8 estará disponível

Paulo Futre, sabe o DN, não vai entrar na campanha eleitoral do Sporting com vista às eleições do próximo dia 8 de setembro. O antigo jogador dos leões tem sido apontado ao cargo de diretor desportivo da candidatura de Dias Ferreira, mas, apurou o DN, já transmitiu ao advogado que não está disponível para entrar na campanha eleitoral, nem quer ver o seu nome envolvido.

Na base desta recusa de Paulo Futre está o facto de o ex-jogador estar a trabalhar com a atual comissão de gestão, presidida por Artur Torres Pereira. Aliás, Sousa Cintra, presidente da SAD dos leões, já disse publicamente que o antigo internacional português está a ajudar os atuais dirigentes, sem ser remunerado, sobretudo no complicado dossiê dos jogadores que rescindiram o contrato com o Sporting alegando justa causa.

Paulo Futre, contudo, está disponível no futuro, no pós eleições, para trabalhar na estrutura do próximo presidente do Sporting (como diretor geral ou num outro cargo) que será conhecido no dia 8 de setembro. Mas para já não veremos o antigo jogador em qualquer ação de campanha nem o seu nome envolvido com qualquer dos candidatos.

Nas eleições de 2011, Futre surgiu ao lado de Dias Ferreira como diretor desportivo do advogado. Na altura ficou célebre a conferência de imprensa onde disse que iam chegar charters de chineses a Alvalade. A semana passada, quando confrontado sobre se Futre iria ser o seu diretor desportivo, Dias Ferreira respondeu que "provavelmente".

Até ao momento existem oito candidatos às eleições do Sporting do próximo dia 8 de setembro. Fernando Pereira, Pedro Madeira Rodrigues, Dias Ferreira, João Benedito, Zeferino Boal, Bruno de Carvalho e Carlos Vieira. Estes dois últimos estão a contas com um processo disciplinar que se não ficar resolvido até ao dia 8 de agosto (último dia de entrega das listas) os impede de ir a votos.