Final da Libertadores fora da Argentina. Paraguai é forte hipótese

Comandante da Polícia Nacional paraguaia disse à rádio ABC Cardinal que já está a organizar as operações para a segunda mão, em Assunção. CONMEBOL confirma que jogo vai realizar-se fora da Argentina no fim de semana de 8 e 9 de dezembro

O comandante da Polícia Nacional paraguaia, Walter Vázquez, afirmou esta terça-feira que a final da Libertadores entre River Plate e Boca Juniors poderá ser jogada na capital do país, Assunção, a 9 de dezembro. "Estamos a trabalhar na organização para ver como serão as operações. Seria a 9 de dezembro em Assunção", adiantou à rádio ABC Cardinal, do Paraguai.

Vázquez salientou que só dois estádios daquela cidade poderão receber o encontro da segunda mão da maior competição de clubes da América do Sul: o Nueva Olla, propriedade do Cerro Porteño, e o Defensores del Chaco, onde atuam a seleção paraguaia, Guaraní e Olimpia.

Refira-se que esta terça-feira está a decorrer uma reunião entre a CONMEBOL, os presidentes dos clubes finalistas e um participante surpreendente: Robert Harrison, precisamente o presidente da Associação Paraguaia de Futebol.

A confirmar-se, cai por terra a intenção da cidade italiana Génova, que se tinha mostrado disponível para receber a partida.

Entretanto, a Confederação sul-americana confirmou que o jogo da segunda mão vai ser realizado no fim de semana de 8 e 9 de dezembro, fora da Argentina, e em horário e local ainda por definir, apesar do pedido do Boca para ser considerado campeão na secretaria, na sequência dos graves incidentes de sábado no Estádio Monumental, casa do River, quando o autocarro que transportava os jogadores xeneizes foi recebido a pedrada pelos adeptos da casa.

"Espero que o Tribunal de Disciplina nos dê uma resposta com fundamento. Nós não aceitamos disputar jogo algum no dia marcado até que o Tribunal se pronuncie", garantiu esta terça-feira o presidente do Boca, Daniel Angelici. "Quando tivermos essa notificação, vamos lê-la e, se não concordarmos, vamos recorrer. Vamos esgotar todas as instâncias. Uma vez esgotadas, se tivermos de recorrer ao TAS, vamos ao TAS", acrescentou.

Ainda assim, a CONMEBOL abriu um inquérito disciplinar contra o River, que tem um prazo de 24 horas para apresentar as suas alegações e apresentar as provas necessárias à sua defesa.

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