Dragão de baixa rotação acabou com o sonho viseense

O FC Porto garantiu a presença na final da Taça de Portugal ao vencer o Académico de Viseu, por 3-0. Um resultado construído sem grandes correrias perante um adversário que lutou até onde conseguiu. No Jamor terá pela frente o Benfica.

O FC Porto conquistou nesta quarta-feira o direito a estar na 31.ª final da Taça de Portugal da sua história, a segunda consecutiva, ao vencer o Académico de Viseu, da II Liga, no Estádio do Dragão, por 3-0. No dia 24 de maio, no Jamor, os dragões vão enfrentar o Benfica.

Foi um desfecho normal para uma eliminatória em que, à partida, os dragões eram superfavoritos, tendo em conta que o adversário era do segundo escalão e estava pela primeira vez numa fase tão adiantada da Taça.

Após o empate 1-1 da semana passada, na primeira mão em Viseu, a equipa treinada por Rui Borges tinha conquistado o direito de continuar a sonhar, mas para isso tinha de fazer uma surpresa... ganhar no Dragão ou, pelo menos, empatar por dois ou mais golos.

Nada disso aconteceu, mas os viseenses podem orgulhar-se de ter dado muita luta ao FC Porto e de, por vezes, terem chegado a causar alguns sustos à defesa contrária. É certo que, tal como no primeiro jogo, Sérgio Conceição mudou muitos jogadores em relação ao onze habitualmente mais utilizado (só Alex Telles, Luis Díaz, Mateus Uribe e Jesús Corona jogaram no sábado com o Benfica), o que afetou um pouco as dinâmicas da equipa, mas há que dar mérito ao Académico, que soube aproveitar esse facto, sobretudo na primeira parte.

Foi só de penálti, aos 19 minutos, que o FC Porto se adiantou no marcador por Alex Telles, que aproveitou a falta de Mathaus sobre Zé Luís. Até esse momento, poucas foram as situações claras de golo junto das duas balizas, sendo certo que os dragões tiveram mais domínio no jogo, mas os viseenses nunca se encolheram e procuraram sempre chegar à baliza defendida por Diogo Costa, sobretudo através da velocidade de João Mário.

Dragão resolve na sequência de cantos

A vantagem no marcador permitiu aos dragões controlar ainda mais a partida até ao intervalo, sem grandes acelerações, mas com algumas situações que podiam ter dado golo, mas que esbarraram quase sempre na grande atitude defensiva do Académico. Que o diga Zé Luís, que viu Félix Mathaus negar-lhe o golo aos 43 minutos.

O ritmo de jogo manteve-se baixo no segundo tempo, mas com o Académico claramente à procura de um golo que lhe permitisse igualar a eliminatória. É certo que rondou a baliza de Diogo Costa algumas vezes e esteve mesmo perto de marcar aos 57 minutos, quando Mbemba evitou que o cruzamento de Luisinho chegasse a João Mário.

Com a subida dos viseenses no campo, o FC Porto passava a ter mais espaço para as suas transições rápidas que resultaram em duas excelentes oportunidades desperdiçadas por Luis Díaz e Corona.

A eliminatória acabou, no entanto, por ficar resolvida na sequência de pontapés de canto: primeiro com Zé Luís a cabecear para o fundo da baliza e depois com Sérgio Oliveira a finalizar um desvio de Diogo Leite. Em menos de dez minutos o FC Porto chegava ao 3-0 e sentenciava a eliminatória.

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FICHA DO JOGO

Estádio do Dragão, no Porto
Árbitro: Manuel Oliveira (Porto)

FC Porto - Diogo Costa; Wilson Manafá, Mbemba, Diogo Leite, Alex Telles; Jesús Corona (Romário Baró, 76'), Mateus Uribe (Sérgio Oliveira, 56'), Vítor Ferreira, Luis Díaz (Marega, 70'); Nakajima, Zé Luís
Treinador: Sérgio Conceição

Ac. Viseu - Ricardo Fernandes; Rui Silva, Pica, Félix Mathaus, Jorge Miguel; Kelvin Medina (Anthony Carter, 72'), João Oliveira, Fernando Ferreira (Diogo Santos, 72'), Luisinho (Bruninho, 79'); João Mário, Jean Patric
Treinador: Rui Borges

Cartão amarelo a Pica (10'), Kelvin Medina (31'), Fernando Ferreira (41'), Diogo Leite (80')

Golos: 1-0, Alex Telles (19' gp); 2-0, Zé Luís (64'); 3-0, Sérgio Oliveira (73')

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