Crise no Barcelona. Direção liderada por Bartomeu demite-se

A direção decidiu apresentar a demissão, antecipando-se à moção de censura que estava para ser votada pelos sócios, depois de autorizada pelo governo da Catalunha, apesar do estado de emergência devido à covid-19.

O Barcelona está a partir desta terça-feira sem direção, depois de uma reunião em que o presidente Josep Maria Bartomeu e os seus vice-presidentes decidiram antecipar-se à moção de censura, autorizada pelo governo da Catalunha, apesar do estado de emergência decretado na região por causa do aumento de casos de covid-19.

De acordo com os jornais locais, os dirigentes do Barça não concordavam que esta votação se realizasse em pleno estado de emergência, uma vez que existem um grande número de sócios com mais de 60 anos e que 60% dos associados vivem na periferia da cidade.

"O nosso eleitorado tem uma idade média de 58 anos, com mais de 40 mil acima de 60 anos, e a nossa maior preocupação é evitar qualquer evento que coloque esses grupos em alto risco de contágio, dada a sua vulnerabilidade", dizia a carta que Bartomeu enviou nesta segunda-feira a Pere Aragonés, presidente interino do governo catalão.

Na reunião de direção, e perante a resposta negativa do governo local, Josep Bartomeu apresentou a proposta de demissão em bloco de toda a administração que foi aprovada por unanimidade.

Chegam assim ao fim seis anos a gerir os destinos do clube, mas nesta altura a contestação em torno da gestão do Barcelona tem sido enorme, sobretudo no que diz respeito aos resultados desportivos da época passada, que culminaram com uma humilhante goleada de 8-2 na Liga dos Campeões perante o Bayern Munique e a novela que envolveu Messi, que assumiu a vontade de deixar o clube durante o verão.

Nesta época, o Barça ocupa o 12.º lugar da Liga espanhola, com apenas sete pontos em cinco jogos, tendo no passado fim de semana perdido em casa com o rival Real Madrid, por 3-1.

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