Claque do FC Porto anuncia ida ao estádio. DGS e PSP alertam para as regras

Graça Freitas, diretora geral da saúde, apela para que a época termine em segurança, enquanto Pedro Grilo, superintendente da PSP, alerta para a necessidade de se cumprirem as regras.

A claque do FC Porto, Super Dragões, anunciou a intenção de estar presente na próxima quarta-feira (21.15 horas) nas imediações do estádio do Famalicão, com o objetivo de, a partir do exterior do recinto, apoiar a equipa de Sérgio Conceição neste regresso da I Liga.

Uma situação que ameaça as recomendações da Direção Geral de Saúde que apenas permite aglomerações de 20 pessoas em todo o país, à exceção de Lisboa, onde só são permitidas dez, como forma de prevenir novos contágios de covid-19.

A posição da claque portista levou a que Graça Freitas, diretora geral da saúde, lançasse um apelo. "Temos de acabar a época em segurança", assumiu, fazendo um "apelo à responsabilidade". "O vírus está a circular. Não desapareceu. Comemorem os golos, fiquem contentes com os resultados, mas respeitem as regras, quer junto aos estádios, quer noutros locais onde possam ver os jogos. Foi uma reconquista recomeçar a Liga. Não vamos deitar a perder aquilo que conquistámos com grande esforço", acrescentou.

Por sua vez, Pedro Grilo, subintendente da PSP, admitiu em entrevista à Rádio Renascença ter conhecimento sobre a possibilidade de os adeptos acorrerem às imediações dos estádios, algo que irá levar à adoção de "um conjunto medidas de segurança". E, nesse sentido, o chefe da Divisão de Policiamento e Ordem Pública da Polícia de Segurança Pública deixou um aviso: "Se não forem cumpridas, julgamos que haverá uma nova suspensão do campeonato no caso de se registar um agravamento da situação."

Pedro Grilo lembrou que "o objetivo da polícia não é controlar", mas sim "proporcionar aos adeptos a segurança necessária para que possam acompanhar as equipas, embora limitados às questões de direito que são essenciais". O responsável policial alertou para as medidas restritivas dos ajuntamentos, mas não só: "Há um conjunto de regras que têm de ser seguidas, nomeadamente no que se refere aos cuidados higiénicos que é preciso manter. E será nesses pressupostos que vamos desenvolver a nossa atividade."

Já antes, em declarações à agência Lusa, Pedro Grilo lembrou, a propósitode se poderem registar ajuntamentos em estabelecimentos comerciais para assistir aos jogos, que "não será possível ter um polícia à porta de cada café", recordando que existem regras de lotação e distanciamento social, independentemente da realização de jogos de futebol.

A PSP também também dar particular atenção a centro de estágios, locais de treino e hotéis, assim como aos percursos das equipas para os estádios. "O objetivo do policiamento vai ser o controlo de acessos, não permitir que haja ajuntamentos no perímetro exterior do recinto e que a chegada dos jogadores ao estádio seja feita em segurança para que não haja essas concentrações, que são contrárias à legislação em vigor", precisou Pedro Grilo, acrescentando que vão ser alargados os perímetros de segurança em torno dos recintos.

Além desta medida dissuasora de concentração de adeptos, o responsável explicou ainda que a polícia vai também controlar os habituais locais de concentração dos grupos organizados, sempre após avaliação dos riscos.

Para o responsável da PSP, estas operações de segurança "não são mais complicadas" do que o policiamento normal de um jogo de futebol, necessitando uma "adaptação da própria atividade policial", com "mais meios" e dispersos por vários locais. "Num evento desportivo há uma concentração de meios policiais num único local, que é o estádio, contando ainda com os trajetos das equipas e dos árbitros. Agora vai haver uma desconcentração", referiu.

Dentro dos estádios vai continuar a existir policiamento, com um número de agentes reduzido.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG