Bruno de Carvalho anuncia candidatura à presidência do Sporting

Ex-presidente leonino foi destituído e expulso de sócio, mas garante que vai lutar pela reintegração e apresentar-se a votos no próximo ato eleitoral.

Bruno de Carvalho foi destituído da presidência do Sporting e expulso de sócio, mas isso não o impede de anunciar que é candidato à presidência do clube. Este sábado, na Rádio Estádio, o ex-líder leonino anunciou que vai trabalhar na sua reintegração no clube e dessa foram poder ir a votos no próximo ato eleitoral.

"Perante aquilo que tenho estado a ver no Sporting, perante toda a incapacidade de Frederico Varandas em gerir o Sporting, perante toda a cobardia de toda a gente que está por detrás de pedras à espera que o Sporting bata ainda mais no fundo, perante todo este atropelo de treinadores atrás de treinadores (...) eu tomei aqui uma decisão: Rogério Alves pediu para que os sportinguistas que não quisessem nada se chegassem à frente. Eu cheguei-me à frente. Não quiseram e ignoraram-me. Por isso, venho dizer hoje e agora aos sportinguistas: sou candidato ao Sporting Clube de Portugal. A partir de hoje vou lutar pela minha reintegração, vou lutar pela minha reeleição e vou conjuntamente com todos os sportinguistas colocar novamente o Sporting no lugar de onde nunca devia ter saído. (...) Eu e os meus advogados já estamos a tratar [disto]", disse este sábado o antigo dirigente leonino à Rádio Estádio.

Frederico Varandas, eleito a 8 de setembro de 2018, ainda vai a meio do mandato, não havendo ainda data para um novo ato eleitoral, que deve, no entanto, ser marcado para meados de 2022. Apesar disso, Bruno de Carvalho avançou com uma candidatura. Para isso terá de ser readmitido como sócio em Assembleia Geral. A expulsão de um associado leonino não é um procedimento irreversível, uma vez que os estatutos do clube contemplam a possibilidade de recuperar essa condição, mediante a aprovação por maioria de dois terços, em AG convocada para esse efeito.

Na altura o ex-presidente podia ter recorrido aos tribunais para recuperar a condição de sócio, mas optou por não o fazer.

Bruno de Carvalho dirigiu os leões entre 2013 e 2018, ano me que passou de um dos presidentes mais votados pelos sócios a primeiro líder a ser destituído nos 113 anos de história do Sporting. Em 23 de junho de 2018 os sócios confirmaram o seu afastamento, com 71,36% dos votos. Uma decisão que deixou o clube nas mãos de uma Comissão de Gestão liderada por Artur Torres Pereira (clube) e Sousa Cintra (SAD).

Foram marcadas eleições para 8 de setembro de 2018 e ele ainda tentou ir a votos, mas a candidatura foi inviabilizada pela suspensão de um ano decretada em 2 de agosto pela Comissão de Fiscalização do clube, decorrente do processo disciplinar que lhe havia sido instaurado. Seguiu-se uma verdadeira batalha jurídica e mediática, mas nada mudou. A 15 de dezembro do mesmo ano os associados leoninos foram novamente chamados a votar em Assembleia Geral e decidiram manter a suspensão do ex-presidente (68,55% de votos a favor e 30,88% contra) por um ano até à expulsão final em setembro de 2019, depois de considerado responsável por 12 infrações disciplinares.

Paralelamente ao afastamento da presidência do clube, Bruno de Carvalho foi, entretanto, implicado na investigação judicial ao ataque à Academia de Alcochete, ocorrido em 15 de maio de 2018 e que abriu uma crise sem precedentes na história do emblema verde e branco. O ex-dirigente foi detido e o Ministério Público acusou-o de ser autor moral de crimes classificados como terrorismo e outros 98 ilícitos criminais, num processo que conta com 44 arguidos. Processo pelo qual responde em tribunal.

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