A reforma do ténis mundial está em marcha

A Federação Internacional de Ténis (ITF) decidiu avançar com o novo formato, o novo ranking e o novo sistema de pontos já em 2019. A ideia é reduzir o número de tenistas profissionais nos quadros WTA e ATP.

Está em marcha a reforma do ténis profissional. A Federação Internacional de Ténis (ITF) decidiu avançar com o novo formato, o novo ranking e o novo sistema de pontos já em 2019. A ideia é reduzir o número de jogadores com ranking ATP e WTA e assim reduzir o número de tenistas profissionais.

A ITF começou a preparar o caminho para a mudança em março de 2017, quando tornou pública a aprovação de uma "restruturação significativa do ténis profissional", com o objetivo de reduzir o número de tenistas profissionais de 3000 para 1500 (750 em cada um dos circuitos, masculino e feminino). Porquê e para quê? Para melhorar o rendimento financeiro daqueles a quem chama competidores e que são perto dos 14 mil e diminuir as disparidade entre o que ganham os profissionais e os não profissionais.

A partir de 2019, os torneios internacionais de 15 000 dólares passarão a ser torneios de transição. Mantém-se o prize money, mudam-se os pontos: os jogadores que competirem nestes eventos ganharão entry points (pontos de entrada) em detrimento de pontos ATP ou WTA, mas que lhes podem valer entradas em torneios profissionais. Já os torneios de 25 000 dólares distribuirão pontos ATP e WTA .

A confusão no ranking em 2019

Como o novo sistema de pontos, no início de 2019, as classificações serão atualizadas. Como? Serão descontados das tabelas ATP e WTA e "transferidos" para o novo ITF World Ranking (uma espécie de bolsa de Entry Points) todos os pontos ganhos por jogadores masculinos em torneios de 15000 dólares e em rondas anteriores às meias-finais dos de 25000 dólares e às jogadoras em torneios de 15 000 dólares.

O novo circuito Challenger

A Associação dos Tenistas Profissionais quer fazer do ATP Challenger Tour a primeira fase do ténis profissional e melhorar as condições e serviços para "os verdadeiros jogadores profissionais". Nesse sentido, em 2020, os torneios de categoria Challenger serão os primeiros a oferecer pontos para o ranking ATP (os Future de 25000 dólares não servem para pontuar para o circuito profissional).

As mudanças são muitas e algumas prometem dar azo a polémicas. Para já o ATP já anunciou uma série de novidades de forma a se adaptar aos novos formatos competitivos. A partir de 2019, haverá mais torneios Challengers.

O que muda:

- Os quadros de todos os Challengers passarão a ser de 48 jogadores. O qualifying terá apenas quatro jogadores, sendo que dois entram no torneio.

- Cada torneio tem duração de sete dias (de segunda a domingo) para evitar a sobreposição de eventos.

- A partir de 2019, os Challengers são obrigados a oferecer hotel a todos os jogadores.

- Todos os jogadores que entrarem em quadros principais dos Challengers em 2019 vão ganhar prize-money.

- Os Challengers vão ser categorizados conforme a dimensão e o número de pontos que oferecem ao estilo ATP: vai passar a haver Challengers 70, 80, 95, 110 e 125.

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