Sporting vai passar a ter sede em Santa Maria da Feira

A Câmara de Santa Maria da Feira anunciou esta segunda-feira um protocolo que levará os leões a transferir para esse concelho a sua equipa de voleibol, que passará a ter sede no Pavilhão de Fiães

Em declarações à Lusa, o presidente da autarquia refere que os termos do protocolo foram esta segunda-feira aprovados em reunião de câmara e deverão ser assinados por ambas as partes na próxima sexta-feira.

"O Pavilhão Municipal de Fiães é o melhor recinto do país para a prática de voleibol e, como a maior parte dos jogadores do Sporting é do Norte, o clube só tem vantagens em fixar-se no nosso concelho, com todos os treinos a realizarem-se aqui e deixando para Alvalade só os jogos oficiais", explica Emídio Sousa.

A mudança poderá implicar que atletas provenientes de outras regiões do país passem também a apostar na Feira ou em concelhos vizinhos como local de residência.

"O projeto é coordenado pelo Miguel Maia, que não precisará mudar-se sendo de Espinho [e dada a proximidade], mas admito que, para outros jogadores, seja preferível instalarem-se mais perto do pavilhão", avalia o autarca e ex-praticante de vólei.

Quanto às contrapartidas que a Câmara da Feira irá retirar do protocolo, o documento estabelece três: o clube de Alvalade terá que apetrechar a sala de musculação do pavilhão, o que para Emídio Sousa "ainda representa um investimento elevado", e compromete-se também "a dar formação desportiva nas escolas do concelho, assim como a apoiar o Clube Desportivo de Fiães na formação dos seus próprios jogadores e técnicos".

Inaugurado em abril de 2014, o Pavilhão Municipal de Fiães foi desde logo apresentado pela autarquia como "a referência nacional do voleibol" por estar equipado com "um piso de características muito próprias" que "amortece quedas e saltos, ajuda a evitar lesões nas articulações e também proporciona maior impulso aos atletas".

Construído de raiz para substituir um recinto com mais de 40 anos de utilização, o imóvel envolveu na altura um investimento na ordem dos 1,4 milhões de euros.

Emídio Sousa disse-se então particularmente "orgulhoso" da obra e explicou: "Sem ter luxos nem adereços excessivos, cumpre os requisitos mais exigentes para a prática da modalidade. Foi dos pavilhões desportivos mais baratos [do país] e, mesmo assim, já é uma referência".

Seis meses depois, o edifício já apresentava infiltrações de água, mas, questionado hoje sobre esse e outros eventuais problemas, o presidente da Câmara da Feira garante que "não há nenhuns".

"Essas questões foram logo tratadas na altura. Ficaram totalmente resolvidas e hoje o pavilhão não apresenta problema absolutamente nenhum", conclui.

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