Veto:"Não há árbitros disponíveis para os jogos do Canelas"

Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol diz que decisão mantém-se até serem reunidas "as condições mínimas" de segurança

O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol afirmou que "a partir deste momento não há árbitros disponíveis para os jogos da equipa sénior do Canelas".

Luciano Gonçalves disse que a decisão, tomada após a agressão deste domingo ao árbitro José Rodrigues, já foi anunciada ao Conselho de Arbitragem e Direção da Associação de Futebol do Porto, segundo o Record.

A medida foi anunciada na madrugada de terça-feira, após uma reunião na sede de AF Porto com responsáveis do Conselho de Arbitragem local com o presidente da AF Porto.

Conforme explicou à Lusa Luciano Gonçalves, "a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol [APAF] ouviu o núcleo de árbitros da AFP e demonstrou-se sensível às suas queixas".

"Depois de os ouvirmos e salvaguardarmos os interesses dos nossos árbitros, viemos transmitir ao Conselho de Arbitragem e à direção da AFP a indisponibilidade dos árbitros dirigirem os encontros da equipa sénior do Canelas 2010", reforçou.

A decisão mantém-se até "a APAF e seus órgãos reunirem as condições indicadas ou que sejam tomadas medidas para que esta dispensa seja, então, revogada".

Gonçalves esclareceu que a associação quer "todas as condições mínimas para que os árbitros possam desempenhar as suas funções sem estarem preocupados com possíveis barbaridades como a do passado domingo".

"Para isso, é necessário que sejam tomadas algumas medidas. Até lá ficámos a aguardar desta forma", disse ainda.

Os juízes da A. F. Porto já tinham demonstrado ao Conselho de Arbitragem a indisponibilidade de arbitrarem jogos deste clube.

O futebolista Marco Gonçalves agrediu no domingo o árbitro José Rodrigues com uma joelhada, levando a que o mesmo recebesse assistência no hospital, enquanto o jogador foi levado pelas autoridades, num jogo que terminou logo aos dois minutos.

Esta semana, a Federação Portuguesa de Futebol reiterou a "política de tolerância zero" contra a violência e anunciou "policiamento obrigatório em jogos de clubes com historial de violência". A Associação de Futebol do Porto também condenou o ato.

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