Um tira-teimas entre Murray e Djokovic decide o número um

Britânico e sérvio vencem meias-finais do ATP World Tour Finals e prolongam guerra pela liderança: hoje encontram-se na final

Não podia haver final mais intenso e dramático para a época de 2016: Andy Murray e Novak Djokovic levaram mesmo até ao fim a discussão pela liderança do ranking mundial de tenistas. O número um - que fechará o ano na frente da tabela ATP - será decidido hoje, a partir das 18.00, num frente-a-frente entre ambos, na final do ATP World Tour Finals, na O2 Arena, em Londres.

Houve drama e impetuosidade na forma como, ontem, tudo se encaminhou para o desfecho mais esperado - um tira-teimas entre Murray e Djokovic, que se encontram pela primeira vez desde que o britânico, há 15 dias, terminou com o reinado de122 semanas do sérvio na liderança da tabela ATP. Esses condimentos foram servidos nos jogos das meias-finais: enquanto o número um mundial ultrapassou o canadiano Milos Raonic, de forma sofrida e dramática, por 5-7, 7-6 (7-5) e 7-6 (11-9), o seu challenger despachou num ímpeto o japonês Kei Nishikori, por duplo 6-1.

O tenista escocês, radicado em Londres, teve de sofrer para manter vivo o sonho de uma consagração caseira como número um mundial. Num duelo muito intenso e equilibrado, que se estendeu por três horas e 39 minutos, Murray perdeu o primeiro set e só conseguiu vencer o segundo e o terceiro no tie-break - no último, teve mesmo de salvar um match point, quando Raonic vencia por 9-8. O britânico, de 29 anos, vai estrear-se na final do ATP World Tour Finals em busca de dois feitos históricos: nunca um atleta do Reino Unido venceu esta competição de final da época nem terminou o ano como número um mundial.

Contudo, Novak Djokovic também persegue mais um lugar na história. Além de procurar recuperar o a liderança do ranking, o tenista sérvio, de 29 anos, pode alcançar um inédito quinto triunfo consecutivo no ATP World Tour Finals e igualar o total de seis títulos do torneio (o antigo Masters Cup) conquistados pelo suíço Roger Federer, entre 2003 e 2011. E segue lançado, como se viu na forma como bateu Nishikori, em uma hora e seis minutos.

Agora, com a liderança de Andy Murray presa por 405 pontos e a vitória no jogo decisivo do ATP World Tour Finals a valer 500, o duelo de hoje torna-se mesmo o tira-teimas determinante entre britânico e sérvio: quem ganhar termina 2016 como número um mundial. Novak Djokovic venceu 24 dos 34 encontros entre ambos - incluindo as finais do Open da Austrália e do torneio de Roland Garros deste ano.

Se conseguir a redenção, após um final de temporada em quebra de rendimento, Djokovic fará algo raro: desde 2001, quando o australiano Lleyton Hewitt ultrapassou o brasileiro Gustavo Kuerten sobre a meta, que não há uma mudança de líder devido ao torneio final da época. Então não houve frente-a-frente (Guga perdeu todos os jogos na fase de grupos). Agora a intensidade ficou mesmo guardada para o fim.

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