Um Sporting-Benfica em busca do prestígio perdido

Renovada rivalidade entre os dois clubes lisboetas é fator de atração para o campeonato nacional, no Crosse das Amendoeiras

Quase tão marcante quanto os ouros olímpicos de Carlos Lopes, Rosa Mota e Fernanda Ribeiro, na memória coletiva sobre as corridas do atletismo português, é a imagem de um Portugal de sucesso a correr na lama. Carlos Lopes, Albertina Dias, Fernando Mamede, Conceição Ferreira ou Paulo Guerra foram só alguns dos principais nomes de diferentes gerações de atletas que ajudaram a construir a popularidade do corta-mato, colecionando pódios internacionais que habituaram os portugueses a olhar com entusiasmo para as corridas de crosse.

Entre estas, ganhou especial fama o Crosse Internacional das Amendoeiras em Flor, que amanhã terá a sua 39.ª edição na emblemática pista das Açoteias (Albufeira) e acolhe, em simultâneo, os campeonato nacionais de uma especialidade que procura recuperar algum do prestígio perdido nos últimos anos - o último pódio mundial foi celebrado em 1999 por Paulo Guerra e o último título europeu em 2010 por Jessica Augusto.

Em 2015, e pela primeira vez em 40 anos, Portugal não levou nenhum atleta senior aos Mundiais na China, decisão justificada pelo elevado custo das deslocações e pelo facto dos principais atletas terem declinado; e nos Europeus, também sem os nomes mais fortes, a melhor classificação foi a de Salomé Rocha, 21.ª na prova feminina.

"É óbvio que nesta altura em Portugal faltam atletas que possam chegar aos lugares de topo nos crosses internacionais", constata Paulo Guerra, um dos últimos atletas brancos a desafiar os africanos.

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