Um holandês e um menino lançam reviravolta em Braga

Desta vez, Abel Ferreira não conseguiu surpreender o seu antigo clube, que contou com a inspiração de Bas Dost e Podence para ganhar e ficar a um ponto de garantir o terceiro lugar

O Sporting ficou ontem muito perto de garantir o terceiro lugar na Liga portuguesa, depois de passar na sempre difícil deslocação a Braga com um suado triunfo por 3-2, num jogo decidido pela frieza e capacidade de Bas Dost e pela irreverência de Podence, que "estragaram" a estreia de Abel Ferreira como técnico principal dos arsenalistas - o antigo jogador do Sporting já orientara como interino a equipa em Alvalade, em que até conseguira vencer.

Depois de um início de domingo catastrófico para o clube lisboeta (goleado na final da UEFA Futsal Cup, derrotado no clássico dos bês frente ao FC Porto e que no Minho, na primeira parte, perdeu Alan Ruiz por lesão e falhou a execução de um penálti), a vitória acabou por salvar, um pouco, o dia.

O novo técnico minhoto não hesitou em alterar radicalmente a sua equipa, trocando sete jogadores em relação ao último onze utilizado por Jorge Simão. Do outro lado, Jorge Jesus, ainda a viver o período de luto pela morte do seu pai, apostou na equipa que tem utilizado mais frequentemente na segunda volta da Liga, com Zeegelaar a recuperar a titularidade depois de cumprir castigo no dérbi.

Com Gelson muito ativo no flanco direito - obrigou mesmo Marafona a uma grande defesa aos quatro minutos -, os leões arrancaram melhor, foram pressionando e ganhando cantos até... sofrerem um golo, simbolicamente ao minuto 13. Battaglia fugiu pela direita e entregou para o interior da área, onde Rui Fonte recebeu sem marcação. O avançado rematou à trave, a bola sobrou para a entrada da área e Ricardo Horta rematou de primeira sem hipóteses para Rui Patrício.

Mesmo assim, os visitantes não acusaram a desvantagem. Continuaram a atacar, a ganhar cantos e a rematar, mas sofreram novo golpe a meio do primeiro tempo. Alan Ruiz escorregou, ficou logo agarrado ao joelho - prevê-se lesão grave - e teve de ser substituído. Mas Podence entrou bem melhor do que o argentino e quase a seguir ganhou um penálti, cometido por Rosic. Mas nem assim o Sporting marcou: apesar de Jesus pedir a Bas Dost para chutar, acabou por ser Adrien a fazê-lo, falhando pela quinta vez (terceira esta temporada), um remate dos 11 metros, atirando ao lado.

Dar a volta ao destino

Se já tinham entrado melhor no primeiro tempo, os leões repetiram a dose no segundo. Com Podence em grande, a jogar entre linhas, o Sporting foi em busca do empate, que surgiu quando Goiano e Gelson se embrulharam à entrada da área e Nuno Almeida voltou a assinalar pontapé de penálti. Desta feita, porém, Bas Dost concretizou o castigo com frieza.

Só a partir daqui o Sp. Braga entrou a sério no jogo. Subiu no terreno e começou a criar mais dificuldades à saída leonina. Quando Bas Dost fez o 1-2, desviando de cabeça um centro preciso de Zeegelaar, já não se antevia que o resultado fugisse da igualdade.

Faltava um quarto de hora e Abel não hesitou: já lançara Xadas e fez mais duas substituições, sendo recompensado logo a seguir quando Pedro Santos levou a melhor sobre Paulo Oliveira e ofereceu o golo a Rui Fonte, que não desperdiçou.

Queixou-se Jesus no fim que a sua equipa precisa de fazer mais defensivamente e é bem verdade: os leões têm um ataque que pouco fica a dever aos dois da frente, mas esse foi o 30.º golo sofrido, tantos quantos Benfica e FC Porto juntos. De qualquer forma, o Sporting ainda foi a tempo de sair de Braga com a vitória, graças a um lance bem construído que deixou Schelotto sem oposição para centrar. E na área quem mandava era Bas Dost: cabeçada, 2-3 e jogo concluído.

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