Presidentes pegaram-se e até a polícia foi chamada

Arouca acusa Bruno de Carvalho de insultar e tentar agredir Carlos Pinho. Sporting nega e diz que o presidente se defendeu...

Troca de acusações sobre insultos e tentativas de agressões entre presidentes no acesso aos balneários de Alvalade que até levaram à intervenção da polícia. Foi assim que ontem acabou o Sporting-Arouca, que os leões ganharam em campo e de forma clara (3-0).

Mal o árbitro apitou para o fim do jogo e as equipas se dirigiram para os balneários, foi bem audível na emissão da Sport TV a algazarra de insultos e palavrões à mistura. Depois na flash interview, quando confrontado com o que se passou afinal no túnel, Jesus torceu o nariz e disse que só falava do jogo. Menos de um minuto depois, em vez de Lito Vidigal foi Joel Pinho, diretor desportivo do Arouca, a entrar na sala de imprensa para acusar Bruno de Carvalho de tentativa de agressão a Carlos Pinho, presidente dos arouquenses.

"Uma grande tristeza. Aconteceram factos que nada dignificam o futebol. Uma situação vergonhosa, que não estava à espera de pessoas ligadas a uma instituição da grandeza do Sporting. Fizeram uma espera ao nosso presidente, tentaram agredi-lo. Uma situação lastimável. Uma pessoa com 60 anos passar por esta situação, a tentarem agredi-lo em superioridade numérica. Invadiram o nosso espaço... Veio a polícia", começou por acusar Joel Pinho, apontando depois os nomes para que não ficassem dúvidas a quem se referia. "O presidente Bruno de Carvalho, foi com ele que tudo começou. Provocou o presidente, tentou agredi-lo, insultou-o, disse coisas que não vou dizer aqui. (...) Não tenho palavras para qualificar o que se passou. Um presidente de uma instituição como Sporting, que teve atitudes como hoje [ontem] não merece estar no futebol. O Sporting merece pessoas melhores", atirou o diretor. Depois despediu-se e remeteu para o relatório da Liga e da polícia: "O relatório será feito, mas a polícia esteve presente."

Mal saiu Joel Pinho, entrou Nuno Saraiva, diretor de comunicação do Sporting, para dizer que foi tudo ao contrário. Literalmente. "Bruno de Carvalho foi, ele sim, vítima de tentativa de agressão e vítima de insultos obscenos por parte do presidente do Arouca", defendeu Saraiva, antes de contar a versão dos leões. "É tempo de repor a verdade. O presidente do Sporting foi à casa de banho e quando saiu foi insultado e alvo de uma tentativa de agressão por parte do presidente do Arouca. Ninguém gosta de ser insultado e agredido em nenhuma circunstância, muito menos na própria casa. O que ele fez foi limitar-se a perguntar o motivo dos insultos e da tentativa de agressão. A partir daí gerou-se uma grande confusão", acusou, explicando que "a polícia limitou-se a pôr fim àquela confusão e a rebater os elementos do Arouca que estavam a insultar as pessoas do Sporting."

Carlos Pinho, presidente do Arouca, saiu com proteção policial de Alvalade e não quis falar sobre o incidente ocorrido.

Histórico de problemas

Há antecedentes que podem explicar esta confusão. Em 2013 o Arouca equacionou pedir a repetição do jogo com o Sporting, pela utilização do guarda-redes Rui Patrício no arranque da Liga. O guarda-redes tinha sido expulso num jogo particular e apanhado um jogo de castigo... que cumpriu na equipa B. Mas o Arouca tinha dúvidas e falou em repetir o jogo.

Depois houve o caso do empréstimo de Fokoko. Em 2015, Carlos Pinho explicou que não pagou o empréstimo porque os leões tinham adiado um acerto de contas. Os leões não gostaram e voltaram atrás no empréstimo de Iuri Medeiros. Existiu ainda o caso Lito Vidigal e Naldo, que no ano passado levou à suspensão do central leonino "por empurrar violentamente" o técnico do Arouca, no jogo do campeonato 2015-16.

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