O último sorriso de Carvalhal no curto reinado em Alvalade

Treinador deixa os leões com uma vitória, mas no 4.º lugar e a  25 pontos do líder.

Carlos Carvalhal despediu-se do Sporting da mesma forma como entrou há meio ano (Novembro): com uma vitória. Tal como no jogo da Taça de Portugal com os Pescadores da Costa da Caparica, o treinador saiu do relvado com aplausos. Uma manifestação que não se deve tanto ao resultado do encontro com o Leixões, mas à empatia que conseguiu estabelecer com os adeptos.

Feito o balanço do seu trabalho em Alvalade, em termos práticos - leia-se troféus - Carlos Carvalhal nada conseguiu. E o Sporting acabou a temporada no quarto lugar com uma diferença pontual das piores da história do clube. Se o Benfica vencer hoje o Rio Ave, os leões ficam a 28 pontos do primeiro lugar, o que a acontecer será a maior diferença de sempre

"Era difícil a um treinador fazer melhor", desabafou recentemente Carlos Carvalhal, que entrou em Alvalade com a complicada tarefa de recuperar psicologicamente a equipa. É um facto, consegui-o. E o Sporting até teve um período em que somou oito vitórias consecutivas. Colocou o Sporting a jogar um futebol convincente, mas também rapidamente amealhou maus resultados, alguns bem humilhantes.

Carvalhal sempre soube que estava a prazo no Sporting. Mesmo assim, por certo, que o treinador não esperaria ficar com uma posição tão fragilidade perante o grupo quando, em Março, Bettencourt iniciou contactos com outros técnicos para o substituir, numa altura em a equipa inda competia para Liga Europa. "Senti-me demasiado sozinho ao longo da época". Um desabafo bem revelador das dificuldades acrescidas que Carvalhal teve no seu pequeno reinado de seis meses.

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