Sporting SAD com 22,1 milhões de euros de lucro até ao terceiro trimestre

Números positivos com ajuda da participação na Liga dos Campeões. Passivo reduziu 46,94 milhões de euros

O regresso do Sporting à Liga dos Campeões foi determinante para que a SAD do clube possa apresentar, no final do terceiro trimestre de 2014/2015, um resultado líquido positivo de 22,12 milhões de euros.

A informação hoje enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) dá conta de uma subida superior em mais de 20 milhões de euros (21,405 milhões), já que em março de 2014 o lucro apresentado era de 720 mil euros.

Nas contas do período, pesa também o efeito da fusão com a Sporting Património e Marketing, o que permite uma substancial melhoria nos rendimentos e ganhos operacionais (sem transações com jogadores) - de 24,91 milhões para 44,00 milhões de euros.

A participação na 'Champions', o aumento de receitas de bilhética, o aumento dos patrocínios e publicidade, a incorporação das receitas de merchandasing e os direitos televisivos explicam esse bom andamento.

Os rendimentos com transações de jogadores - em que se destacam os casos de Rojo, Eric Dier e Maurício - subiram 3,45 milhões, de 12,15 para 16,14 milhões.

Quanto ao passivo, decresceu 46,94 milhões de euros, para 217,84 milhões. Tal se deve, segundo o relatório da SAD sportinguista, ao plano de reestruturação financeira, que permitiu a redução dos empréstimos obtidos.

O empréstimo obrigacionista de maio só se vai refletir nas contas de final de exercício (em 30 de junho), com uma transferência do passivo de curto prazo para passivo não corrente.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Pode a clubite tramar um hacker?

O hacker português é provavelmente uma história à portuguesa. Rapaz esperto, licenciado em História e especialista em informática, provavelmente coca-bichinhos, tudo indica, toupeira da internet, fã de futebol, terá descoberto que todos os estes interesses davam uma mistura explosiva, quando combinados. Pôs-se a investigar sites, e-mails de fundos de jogadores, de jogadores, de clubes de jogadores, de agentes de jogadores e de muitas entidades ligadas a esse estranho e grande mundo do futebol.

Premium

Opinião

"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

Premium

Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Ser ou não ser, eis a questão

De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.