Sporting está "em falência técnica"

Análise às contas do clube apontam o futebol profissional como principal responsável pelos "resultados negativos crónicos"

A auditoria independente às contas do Grupo Sporting, pedida pela direção de Godinho Lopes, revela que o clube está em "falência técnica", apontando o futebol profissional como principal fator para os "resultados negativos crónicos".

Por isso, sabe o clube fez um acordo com a Banca (BES e BCP) para canalizar verbas de receitas de patrocínio, publicidade, direitos televisivos e ainda 20% das receitas dos passes de jogadores, presentes e futuras, para o pagamento dos empréstimo, até 15 milhões de euros.

A análise à gestão dos últimos 13 anos em Alvalade adianta que as contas consolidadas "apresentam capitais próprios negativos de 183 milhões de euros, situação estruturalmente desequilibrada, usualmente denominada como de falência técnica". Entre 1998 e 2011 registou-se um "agravamento de 194 milhões de euros (ME) atingindo as dívidas de financiamento o valor de 263 ME - o endividamento subiu para 276 ME, nele se incluindo os denominados VMOC (Valor Mobiliário Obrigatoriamente Convertível), contabilizados em capital próprio".

Ou seja ao longo dos mandatos dos presidentes José Roquette, Dias da Cunha, Soares Franco e José Eduardo Bettencourt, os "resultados líquidos negativos consolidados em quase todas as épocas".

Um "défice crónico de tesouraria", de "quase 20 milhões de euros por ano", e o consequente "recurso a empréstimos" contribuíram para o "agravamento do passivo" em 230, fixando-se agora nos 276 milhões.

O documento foi apresentado pelo presidente na noite de terça-feira ao Conselho Leonino (CL), tendo os conselheiros aceite com "muita naturalidade" os resultados, segundo apurou junto de alguns elementos do CL.