Presidente e Jesus estiveram reunidos em Alvalade

Parece estar colocada de parte uma eventual rutura entre as partes, cenário que ganhou forma após as troca de declarações na sequência da derrota com o Belenenses

Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, reuniu--se ao final da tarde de segunda-feira em Alvalade com o treinador Jorge Jesus, para esclarecer alguns pontos sobre os quais pudessem estar em divergência, tendo em vista a próxima temporada.

Segundo fonte próxima do processo, o encontro correu "muito bem", tendo acabado por ser a continuação de uma série de reuniões que se têm realizado desde o mês de fevereiro, altura em que ambos começaram a preparar a próxima época.

Neste sentido, os rumores que davam conta da possibilidade de Jesus deixar o Sporting parecem definitivamente colocados de parte, pois o técnico irá cumprir o seu contrato, que é válido por mais dois anos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.