Madeira Rodrigues deseja "mandato repleto de sucessos desportivos"

"Saio de consciência tranquila e com sensação de dever cumprido. Se voltasse atrás, faria exatamente o mesmo", disse o candidato da lista A

Pedro Madeira Rodrigues desejou a Bruno de Carvalho, ainda antes da divulgação oficial dos resultados das eleições, um mandato "repleto de sucessos" na presidência do Sporting, mas lembrou as promessas feitas pelo dirigente 'leonino'.

"Espero um mandato repleto de sucessos desportivos, capaz de devolver ao Sporting a sua glória. Que o Sporting seja campeão mais de uma vez, como nos garantiu. A fasquia está mais alta e nós, sportinguistas, iremos cobrar o que nos foi prometido nesta campanha", afirmou Madeira Rodrigues.

O candidato da Lista A falava na sua sede de campanha, em Lisboa, assumindo a derrota nas eleições para os órgãos sociais do clube, ainda antes de serem anunciados os resultados oficiais do escrutínio.

"Esta campanha mostrou que eu e o Bruno de Carvalho somos pessoas totalmente diferentes na forma, no comportamento e no conteúdo, mas uma coisa nos une, o amor ao Sporting", referiu Madeira Rodrigues, acrescentando que já tentou, sem sucesso, congratular o seu adversário eleitoral.

O gestor de 45 anos deixou ainda uma palavra de agradecimento a Laszlo Boloni e Juande Ramos, os seus 'trunfos' eleitorais, e não se arrependeu de, durante a campanha, ter prometido que iria demitir o atual técnico Jorge Jesus.

"Saio de consciência tranquila e com sensação de dever cumprido. Se voltasse atrás, faria exatamente o mesmo", concluiu Madeira Rodrigues.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

Premium

Adriano Moreira

Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.