Madeira Rodrigues acusa Bruno de Carvalho de fazer campanha junto às urnas

Em causa está o facto de o presidente do Sporting ter estado a fazer 'selfies' com os sócios na zona da votação

A Direção de campanha da lista A, de Pedro Madeira Rodrigues, acusa Bruno de Carvalho de querer ser protagonista e estar há horas a fazer campanha eleitoral na zona de votação para as eleições do Sporting.

"Estava a correr tudo bem com a votação até que Bruno de Carvalho resolveu ser protagonista e surgir na zona de votação a interagir e a tirar 'selfies' com os sócios", disse há momentos à agência Lusa uma fonte da Direção de campanha do candidato Madeira Rodrigues.

Segundo a mesma fonte, Bruno de Carvalho "voltou, mais uma vez, a não perceber que hoje é o dia dos sportinguistas e não dele", razão pela qual "deveria ter algum decoro e recato antes de serem divulgados os resultados da votação".

As urnas deveriam encerrar às 19:00, mas estão ainda longas filas em torno do estádio e todos os sócios que a integraram até àquela hora terão o direito de votar.

Entretanto, os votos por correspondência já estão a ser contados de modo a que, assim que encerrarem as urnas, poderem ser cruzados com os votos presenciais, para acautelar situações de votação dupla.

No entanto, a enorme afluência vai atrasar o apuramento dos resultados, que estava previsto para as 22:00.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.