Lino de Castro refuta irregularidades

Ex-presidente da Mesa reafirma que não houve irregularidades e que ninguém pediu a recontagem...

Lino de Castro reafirmou esta segunda-feira o que já tinha avançado ao DN: "Não houve irregularidades."

E explicou ainda a discrepância entre o número de votantes anunciados ao final do dia e os apurados na contagem final dos votos. Dizem os responsáveis pelo acto que aos números divulgados com base no sistema informático há que somar os de sócios que, numa fase inicial, não foram validados pelo sistema, mas puderam votar depois de regularizarem as suas situações.

E a contagem: "Fomos contando votos em ambiente de grande serenidade, brincadeira e solidariedade. Em nenhum momento nenhum dos delegados me chamou à atenção, ou a alguém da mesa, para alguma irregularidade. Foi tudo muito claro", revelou.

No entanto Rui Morgado, delegado pela lista de Bruno de Carvalho e eleito para a mesa da assembleia geral liderado por Eduardo Barroso, ter assegurado que o abordou quanto a uma possível recontagem dos votos.

O clima de tensão vivido na noite eleitoral foi repetido esta segunda-feira em Alvalade, com os seguranças a impedir os jornalistas de fotografar a sala onde estão guardados os votos e a PSP a pedir "calma aos jornalistas".

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?