Jorge Jesus, o futuro do Sporting e a derrota do rival em Dortmund

Treinador do Sporting abordou goleada sofrida pelo Benfica, com o Borussia (4-0), num campo onde os leões perderam por 1-0, na fase de grupos da Liga dos Campeões. Os leões defrontam o Tondela no sábado, em partida da 25ª jornada da Liga, às 20.30.

Jorge Jesus respirou fundo antes de responder a uma pergunta sobre o Benfica, esta sexta-feira, na conferência de antevisão do jogo com o Tondela. Em novembro, o Sporting perdeu, por 1-0, na Alemanha, com o Borussia Dotmund, num campo, onde, na passada quarta-feira, o Benfica saiu da Liga dos Campeões, goleado (4-0).

"É uma pergunta ingrata...Quando saiu esta equipa ao nosso rival senti que o Benfica ia ter muitas dificuldades e isso mostrou-se nos dois jogos. Não me compete falar disso. Há vários fatores que nos levaram a perder e há outros fatores que levaram o Benfica a perder", respondeu com um ligeiro sorriso no rosto, concluindo: "Não me fica bem falar disso. Agora, ficou visível que o Dortmund é uma grande equipa."

Depois abordou os castigos de Bruno César e Alan Ruiz, baixas para o jogo com o Tondela de sábado: "O Bruno e o Alan têm sido jogadores fundamentais desde janeiro. No último jogo esses dois jogadores, enquanto jogaram, estiveram bem. Amanhã não vão estar e vou ter de lançar novos jogadores. Vão ter uma nova oportunidade."

Pois, na visão do treinador leonino, neste momento, para além dos objetivos do Sporting, ele tem que "olhar para o presente para descobrir o futuro". Palhinha, por exemplo, já teve oportunidades de ser titular e no sábado, frente ao Arouca, Jesus promete algumas surpresas. "Vamos lançar alguns jogadores que ainda não foram titulares, como o Podence, em quem nós acreditamos muito. O facto de ser jovem é importante, mas o que eu tenho de analisar é o potencial. O Podence vai ter tempo e tem esse potencial", garantiu.

E falou também a situação de Matheus Pereira: "Tudo o que se faz é sempre a pensar no futuro. Estes jovens em quem acreditamos, incluindo o Matheus, são jovens nos quais temos confiança. Estamos a preparar o presente, mas também o futuro. Se eles nos derem certezas começas a preparar o teu futuro. O que já fizemos com o Palhinha vamos fazer com outros jogadores", explicou.
antes de desejar fazer de Francisco Geraldes "um jogador ao estilo de João Mário".

E dar Messi e Ronaldo como exemplo. "O Chico não tem características para ser um segundo médio. Vai ser um jogador ao estilo do João Mário. Jogar numa ala, fechado, ou a segundo avançado. É uma posição em que tens de ter muita cultura tática e ainda lhe falta isso. Todos estes jovens têm qualidade individual, mas o futebol tem duas componentes, coletiva e individual. Olhando para os 90 minutos de um jogo, tirando o Messi, em 80 minutos os jogadores não têm bola. Por isso se não ensinarmos os jogadores os aspectos táticos não serve de nada ter muita técnica. Se passa 85 minutos sem bola no pé, não interessa nada. O Messi e o Ronaldo é que passam mais tempo com bola. Nós só olhamos para o jogador quando ele tem bola e não pode ser assim", explicou.