Dias Ferreira diz que saída de Godinho Lopes é "normal"

O antigo presidente da Assembleia Geral do Sporting considera ainda que o período de eleições deve ser de "calma, serenidade e reflexão".

O advogado Dias Ferreira, antigo presidente da Assembleia Geral do Sporting e candidato derrotado nas últimas eleições, em 2011, considerou esta terça-feira positivo o cenário de eleições antecipadas no clube.

Em declarações à agência Lusa, Dias Ferreira disse que a marcação de eleições (23 de março) ajuda o clube a "serenar" e que a saída de Godinho Lopes é "normal" e "estatutária".

"Com a marcação de eleições, julgo que o clube serena. Evita-se o momento que se devia evitar, a saída é normal, é estatutária", sublinhou, acrescentando que "relativamente ao que se vinha passando é um momento de calma, de serenidade e de reflexão".

Dias Ferreira, que foi derrotado nas eleições de 27 de março de 2011, às quais concorreram Pedro Baltazar, Bruno Carvalho, Sérgio Abrantes Mendes e Godinho Lopes, revelou que é cedo para manifestar qualquer atitude de uma eventual candidatura.

Na segunda-feira, o presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, Eduardo Barroso, anunciou que os órgãos sociais do clube vão demitir-se em bloco e serão convocadas eleições para 23 de março, desconvocando assim a AG extraordinária marcada para 9 de fevereiro.

A decisão foi tomada numa reunião em que estiveram os presidentes do Conselho Diretivo, Luiz Godinho Lopes, do Conselho Fiscal e Disciplinar, João Mello Franco, e da Mesa da Assembleia Geral, que tinha marcado para 9 de fevereiro uma reunião magna com o objetivo de destituir a direção.

Numa curta comunicação, Eduardo Barroso explicou que a demissão tem efeito a partir de 6 de fevereiro, de forma a poderem ser convocadas eleições num fim de semana, como mandam os estatutos do clube.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.