Dérbi: Arguidos negam acusações do crime de dano qualificado

Os dois arguidos acusados do crime de dano qualificado no âmbito de espectáculo desportivo, na sequência dos incidentes ocorridos depois do jogo de futebol Benfica-Sporting, negaram hoje todas as acusações, durante a primeira sessão do julgamento.

Bruno Mouta e Gonçalo Fernandes foram hoje ouvidos no Juízo de Pequena Instância Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça, onde rejeitaram ter arrancado corrimões e cadeiras do Estádio da Luz e arremessado contra os vidros da caixa de segurança instalada para os adeptos do Sporting, provocando a sua quebra.

Os arguidos, que respondem cada um por um crime de dano qualificado no âmbito de espectáculo desportivo, foram ouvidos separadamente e atribuíram as acusações a erro na identificação dos verdadeiros autores, que provocaram estragos avaliados pelo Benfica em 3.890 euros.

No início da sessão, a defesa apresentou um requerimento para que o caso fosse tratado como um processo comum ou, caso o tribunal o rejeitasse, que fosse desqualificado para dano simples, alegando depois que se tratavam de crimes de natureza semipública e pedindo por isso o fim do julgamento, uma vez que aquele tipo de crimes requerem a apresentação de queixa por parte do alegado lesado, o que o Benfica não fez.

O procurador do Ministério Público qualificou de "ridícula" a pretensão de considerar os crimes como semipúblicos, lamentando o "incidente injustificado" apresentado pela defesa, e a juíza considerou que os crimes de que são acusados os dois arguidos são inequivocamente de natureza pública, indeferindo o requerimento e decidindo-se pelo "julgamento sob a forma especial de processo sumário".

Bruno Mouta e Gonçalo Fernandes, que afirmaram serem adeptos do Sporting, mas não sócios, negaram todas as acusações, contrariando o depoimento de um dos agentes da PSP que procedeu às detenções. O outro agente policial deveria também ter sido ouvido hoje, mas a indisponibilidade do advogado de defesa motivou o adiamento da sessão para 14 de Dezembro, às 14:00 horas.

Este processo surge depois dos incidentes registados no Estádio da Luz, em Lisboa, após o jogo entre Benfica e Sporting, da 11.ª jornada da Liga portuguesa de futebol, realizado a 26 de novembro, que terminou com a vitória dos "encarnados" por 1-0, com um golo do médio espanhol Javi Garcia, aos 42 minutos.

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