Bruno de Carvalho ataca presidente do IPDJ e Benfica

"Quanto mais o cerco aperta, mais as baratas ficam tontas", escreveu o líder do Sporting, em mais uma publicação inflamada na sua página da rede social Facebook.

O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, criticou duramente este sábado as declarações do presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), Augusto Baganha, que dissera à Sport TV que "o Benfica não tem grupos organizados de adeptos registado" e que "isso não tem sido problema nem para o IPDJ nem para a polícia".

"Esta afirmação está ao nível dos energúmenos que dizem que duas mortes no futebol não contam pois são coisa pouca. Ao presidente do IPDJ fica o aviso [de] que, pessoalmente, já disse ao Sr. Secretário de Estado, sobre o porquê das suas actuais atitudes contra o Sporting e de como a violência no desporto está a evoluir por causa de atitudes como a que voltou a ter", respondeu Bruno de Carvalho, numa publicação na sua página da rede social Facebook. " Do IPDJ à Federação é tempo de começar a exigir o que implica as responsabilidades que lhes foram confiadas pelo governo e deixar de ter receios de o fazer", instou o dirigente leonino.

Pelo meio, o presidente do Sporting visou diretamente o Benfica. "Existe um idiota no futebol que está sempre a "incitar" à violência, que permite que se chame folclore a actos criminosos, que, perante mortes, monta cartilhas d[o género] o que estava a fazer essa pessoa na rua?', e que luta pela não legalização das suas claques, a quem apoia, e de quem tem 'medo'. Esse mesmo idiota intitula-se de sério e anda sempre com o chavão que alguém lhe ensinou: "um dia vai haver uma desgraça....". Anda a dormir, ou pensa que andamos todos! Já houve, pelo menos, duas meu caro: dois adeptos do Sporting CP assassinados por adeptos do seu clube! Mude o disco e faça-se homem de vez, criticando e condenando de forma firme estas atitudes, afastando estes criminosos dos estádios e pavilhões e obrigando as suas claques a legalizarem-se", disparou Bruno de Carvalho.

"Já transmiti pessoalmente a quem de direito que está nas mãos do governo a responsabilidade do que se está a passar, do que já se passou e do que se venha a passar no futuro. Os problemas não desaparecem por assobiarmos para o lado. O futebol não pode ser um sub-sistema dentro do sistema que é a Lei. Vamos a arregaçar as mangas e agir!", concluiu o presidente do emblema de Alvalade.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.