Dias Ferreira "mais inclinado" para avançar

Dias Ferreira anunciou hoje estar "mais inclinado para avançar" com uma candidatura à presidência do Sporting do que a abdicar da ideia e afastou a possibilidade de apoio a José Eduardo Bettencourt ou Paulo Pereira Cristóvão.

Em declarações à Agência Lusa, o conhecido sócio do Sporting, membro do Conselho Leonino, revelou que tem sentido cada vez mais apoio dos adeptos e que, por isso, está "baralhado", embora "mais inclinado para avançar".

"As pessoas enviam-me muitas sms e também mensagens de apoio pelo correio electrónico. Mas tudo tem de ser balanceado e sempre tendo em conta o interesse do Sporting", disse o advogado à Lusa.

Dias Ferreira salientou que uma possível candidatura não está dependente do anúncio feito por José Eduardo Bettencourt, que formaliza hoje a sua candidatura, mas questionou algumas movimentações dos últimos dias.

"Dizem que há candidatos de consenso. Mas qual é o consenso de que se fala. O consenso ligado ao poder instalado no Sporting ou o consenso dos sócios? Se for o consenso dos sócios, eles estão comigo. O meu paradigma é um Sporting dos sócios", explicou.

Dizendo ter sido convidado por Bettencourt, Dias Ferreira explicou que, antes do convite formalizado, tinha já avisado que não pertenceria a qualquer lista, abrindo apenas excepção a uma liderança de Soares Franco.

"Se eu não avançar, afasto-me por completo. Mas eu não tenho qualquer sinal no sentido de que não deva avançar. E, por isso, estou confuso. Nos próximos dias anuncio a decisão final", revelou.

O comentador televisivo reafirmou ainda não ter sido "respeitado" por alguns elementos da estrutura do Sporting, mas disse também não se sentir "magoado".

"Tenho defendido o Sporting durante os últimos anos, com toda a energia que tenho. Diria que brincaram comigo, mas não digo que estou magoado. Não fui respeitado e considerado", afirmou, sem indicar os alvos.

O dirigente disse também que não lhe "passaria pela cabeça avançar", caso Soares Franco repensasse a sua posição, e defendeu, tal como Bettencourt, a continuidade de Paulo Bento como treinador da equipa principal de futebol e explicou que uma candidatura sua voltaria a unir os sócios.

"Penso que, comigo, o Sporting ganharia uma grande suplemento de alma. Eu defendo a continuidade deste projecto e sou aceite pela massa associativa. Não estou seguro que seja assim com as outras (candidaturas)".

A candidatura "de Bettencourt é uma candidatura própria e não de continuidade".

"Não me parece que ele queira marcar a continuidade", concluiu.

SSS

Lusa

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