Bruno de Carvalho e o caso Doyen: "É um dia triste para o futebol mundial"

"Estamos a falar de uma instituição que, segundo outras instituições, seria propensa à lavagem de dinheiro", disse o presidente leonino sobre o processo perdido para a Doyen

Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, comentou esta quinta-feira à noite o fim do caso Doyen com a decisão do Tribunal Federal Suíço em condenar os leões ao pagamento de mais de 20 milhões de euros ao fundo de investimento por conta da transferência de Marcos Rojo para o Manchester United.

"É um dia verdadeiramente triste para o futebol mundial", começou por dizer à margem do jantar de Natal dos leões, para depois acrescentar: "Estamos a falar de uma instituição que, segundo outras instituições, seria propensa à lavagem de dinheiro, de uma instituição que já foi repudiada pela UEFA e pela FIFA."

"O Sporting mantém a convicção de que tinha toda a razão neste caso. Perdemos, perdeu o futebol, porque vem confirmar a minha tese de que tenho de sentir vergonha por fazer parte do mundo do futebol", acrescentou.

Bruno de Carvalho deixou ainda a certeza que as finanças da SAD não serão afetadas com o desfecho deste caso. "Isto estava tudo provisionado, estava tudo no relatório e contas, não há necessidade de fazer venda nenhuma, não há necessidade de fazer absolutamente nada", acrescentou.

"Sinto uma tristeza muito grande por haver decisões deste género em que quem não tem razão acaba por ganhar um processo que nunca deveria ganhar. E a nossa razão é tão grande que tínhamos a UEFA e a FIFA do nosso lado, não só na temática, mas também na temática do julgamento", frisou, lembrando algo que já estava à espera desta decisão de condenar o Sporting: "Sempre disse que a justiça era cega e podíamos perder, mesmo tendo razão. E sempre disse que as soluções seriam arranjadas. E estão porque, nestes resultados que apresentámos, já estava tudo provisionado e, como tal, mantemos os 63 milhões de lucro."

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