Sporting reage: "Campanha" visa "denegrir a imagem da instituição"

O Sporting reage à investigação sobre a corrupção no andebol. "Não nos revemos em qualquer prática que desvirtue a verdade desportiva", refere o clube que está disponível para colaborar com as autoridades

O clube de Alvalade reagiu à notícia de que estaria a ser investigado por alegadamente ter aliciado árbitros em jogos de andebol, como avançou hoje o Correio da Manhã (CM). A investigação foi, entretanto, confirmada ao Diário de Notícias pela Procuradoria-Geral da República.

"Não nos revemos em qualquer prática que desvirtue a verdade desportiva ou que sejam ética, moral e socialmente censuráveis", diz o Sporting em comunicado.

"Estamos perante o primeiro capítulo de uma campanha, mais uma, que visa exclusivamente denegrir a imagem da instituição Sporting CP, a qual se estenderá, já o sabemos, a todas as modalidades do clube", lê-se no documento.

O emblema leonino repudia "de forma veemente estas notícias, o modo como são construídas e a intenção que lhes está associada".

"Não deixa de ser espantosa a quantidade de agentes e empresários, que não conhecemos, que se atrevem a falar em público sobre o Sporting. Em relação a esses tomaremos as medidas que em cada caso se imponham para que sejam responsabilizados nas instâncias competentes", avisa o clube

No comunicado, o clube liderado por Bruno de Carvalho, faz referências ao Benfica. "Porque não estamos em crise, não vamos, em momento algum, constituir qualquer 'gabinete de crise', apesar de haver uma intenção clara de nos confundirem com vouchers, emails e toupeiras"

O Sporting considera que "é um alvo a abater porque é o único clube que, genuinamente, continua a lutar e a querer transparência e verdade desportiva em Portugal".

O clube afirma que "confia na Justiça e no Estado de Direito e deseja que a alegada investigação anunciada pelo Ministério Público seja célere e que vá até às últimas consequências no apuramento da verdade"

A terminar o comunicado, com sete pontos, o Sporting garante estar "disponível para colaborar em todas as diligências que se entendam necessárias".

Segundo avançou esta terça-feira o CM, o alegado esquema de corrupção no andebol envolvia "a compra de equipas de arbitragem, quer para os leões ganharem, quer para o FC Porto, com o qual disputaram o campeonato até ao fim, perder" e abrangeu a época de 2016/17, ganha pelo Sporting.

O CM cita conversas e trocas de mensagens de voz entre empresários, na aplicação da internet WhatsApp, e que segundo o jornal "mostram como André Geraldes, hoje diretor de futebol do Sporting, coordenava toda a batota".

O jornal publica ainda uma entrevista com um empresário - Paulo Silva -, alegadamente intermediário em todo o esquema, que fala em "fraude nas modalidades", confessa ter alinhado no esquema de corrupção "ao serviço do seu clube do coração [Sporting]" e diz que recebia 350 euros por cada árbitro de andebol que corrompia.

Na temporada passada, recorde-se, o Sporting colocou um ponto final a um jejum de 16 anos no que concerne à conquista do título nacional de andebol.

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