Ronaldo é o pior Bola de Ouro da história dos Mundiais

O detentor da Bola de Ouro nunca foi campeão do Mundo, algo que se mantém, mas Ronaldo é o primeiro a não passar sequer da fase de grupos.

Cristiano Ronaldo entrou para a história como o detentor da "Bola de Ouro" a ter a pior prestação no Mundial, ao cair na primeira fase, algo que nunca havia sucedido.

Até agora, o avançado Marco van Basten era o que tinha "caído" mais cedo, quando, em 1990, a sua Holanda caiu nos oitavos-de-final, derrotada por 2-1 pela RFA, que viria a sagrar-se campeã mundial, em Itália.

Dos restantes 10 detentores do prémio que participaram na fase final - três não estiveram lá -, cinco foram finalistas vencidos, dois ficaram no terceiro lugar e três caíram nos quartos de final.

O "Bola de Ouro" nunca venceu o Mundial, mas um conseguiu um troféu, o de melhor marcador: o "rei" Eusébio "coroou-se" com nove golos, em seis jogos. Cristiano Ronaldo marcou apenas o terceiro, ao 13.º jogo, um recorde luso.

Em Inglaterra, o "Pantera Negra", "Bola de Ouro" em 1965, levou Portugal até às meias-finais, fase em que os "magriços" caíram, derrotados pela anfitriã Inglaterra (2-1). Acabaram no terceiro posto, após um 2-1 à União Soviética.

Eusébio, falecido a 05 de janeiro, foi, ainda assim, o primeiro detentor do prémio a jogar um Mundial, pois Alfredo Di Stefano (vencedor em 1957) e Omar Sivori (61) falharam as edições de 1958 e 62, respetivamente. O dinamarquês Allan Simonsen (77) também não jogou em 1978.

Depois do "rei", cinco detentores da "Bola de Ouro" fizeram melhor, ao chegarem à final do Mundial, mas todos tiveram a mesma sorte: a derrota no jogo do título.

O primeiro foi o italiano Gianni Rivera, derrotado em 1970 pelo Brasil, o "tri" de Pelé, e o segundo o "mago" holandês Johan Cruyff, brilhante em 1974, ao comando da "laranja mecânica", que só caiu perante a anfitriã RFA.

Em 1982, foi a vez do alemão Karl-Heinz Rummenigge, que foi o segundo melhor marcador da edição espanhola, com cinco golos, mas nenhum deles na final, em que a RFA perdeu por 3-1 com a Itália, de Paolo Rossi.

O detentor que esteve mais perto foi Roberto Baggio, uma vez que a formação transalpina chegou empatada a zero com o Brasil ao fim de 120 minutos. A final decidiu-se na "lotaria" dos penaltis e o "craque", autor de cinco golos, foi um dos que falhou.

Na edição seguinte, o brasileiro Ronaldo, o "fenómeno", também chegou à final, mas não a disputou nas melhores condições - esteve mesmo para não jogar - e o Brasil pagou-o com uma derrota por 3-0 face à anfitriã França.

Como Eusébio, em 1966, o francês Michel Platini foi terceiro duas décadas depois. A França ainda eliminou a Itália e o Brasil, mas acabou derrotada pela RFA nas meias-finais, para selar, em seguida, o terceiro posto face à Bélgica.

Depois do atual presidente da UEFA, Marco van Basten ficou em "branco" no Mundial de 1990, no qual a Holanda, então campeã europeia em título, não passou dos oitavos de final.

Quanto aos últimos três detentores, ficaram-se todos pelos quartos-de final:-o inglês Michael Owen, em 2002, o brasileiro Ronaldinho Gaúcho, em 2006, e o argentino Lionel Messi, em 2010. Os dois ex-Barcelona nem um golo marcaram.

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