Paulo Bento recusa demitir-se e fica até ao Euro 2016

O selecionador nacional, em conferência de imprensa, garantiu que não apresentará a demissão do cargo, mesmo que não consiga o acesso aos "oitavos" do Mundial 2014.

Paulo Bento vai permanecer no cargo de selecionador nacional até ao Euro 2016, cumprindo o vínculo acordado com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) em abril último, garantia dada pelo treinador nesta quarta-feira, na conferência de imprensa que antecede o jogo com o Gana. O técnico português reagiu, assim, às notícias avançadas por alguma imprensa, que davam conta da alegada intenção de Paulo Bento em demitir-se caso falhasse os "oitavos".

"O meu sentimento, hoje, é o mesmo do jogo na Suécia, quando vos transmiti [aos jornalistas] o orgulho e satisfação em estar na seleção nacional e a gratidão aos jogadores pelo que têm feito. Sei da minha responsabilidade e sei que em abril cheguei a um acordo com a FPF, que não tinha só a ver com os resultados no Mundial, mas também com os objetivos para o Euro 2016. Perante este facto, aconteça o que acontecer amanhã [contra o Gana], não me demito do cargo", vincou.

O selecionador nacional, apesar da forte possibilidade de Portugal se despedir do Mundial 2014 já na quinta-feira, reafirma que continua a merecer a confiança da FPF e diz que "nem precisava" que Humberto Coelho, em nome do organismo, fosse a público defender o selecionador. "É uma situação pacífica e simples. A confiança da FPF, do staff da FPF e do seu presidente não é de agora, vem de há muito tempo (...) Nunca me falhou e agora também não", vincou, assegurando que mantém "uma boa relação com todo o staff da seleção".

"O único responsável a todos os níveis sou eu. Logicamente que irei, ou iremos analisar, sentar-nos e conversar, quando for o momento", acrescentou, a propósito do balanço que será feito sobre a participação portuguesa no Mundial 2014. Para já, Paulo Bento só espera "esgotar as poucas possibilidades de apuramento" diante do Gana. "O mais importante é sabermos e sentirmos qual é a nossa motivação, e a nossa motivação tem que ser grande e elevada só pelo princípio que é defender a seleção nacional", defendeu.

O facto de Portugal ter uma das poucas seleções em todo o Mundo que joga sem um único atleta sub-23 no "onze base" mereceu a defesa do selecionador. "Não dei, e jamais daria, prémios de carreira a ninguém. Tive em conta quais seriam os melhores para a seleção nacional e tudo aquilo que deram ao longo dos últimos quatro anos. Eu sei que são mais velhos do que há dois anos, e eu também o sou, mas também são mais velhos seis meses do que no jogo na Suécia", declarou.

Sobre a partida diante do Gana, sobre a qual Paulo Bento lembrou que ganhar não chega, mas "vencer será sempre o primeiro objetivo", o técnico voltou a criticar o horário agendado - às 13.00 locais, menos quatro horas do que em Portugal. "A nós, seres humanos, aconselham-nos a não estar na praia à uma hora. O sol bate chapa e faz mal. Então por que raio há-de fazer bem aos jogadores jogar a esta hora, com estas temperaturas!? Isto seria bom de averiguar e ver se é a melhor solução para os jogadores e para o futebol", desafiou.

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