Videoárbitro anulou golo a Nani e avaliou lance que deu o 2-1 a Portugal

O videoárbitro foi também uma das figuras do jogo entre Portugal e o México, o primeiro da Taça das Confederações que teve um golo anulado na sequência de uma consulta ao sistema de VAR

O jogo entre Portugal e o México, que terminou empatado a dois golos, entrou para a história da Taça das Confederações por ter sido o primeiro da competição em que o videoárbitro (VAR) anulou um golo (no jogo da noite o Chile também viu um golo invalidado).

Aos 21 minutos, Portugal adiantou-se no marcador após um desvio de Nani a remate de André Gomes. Os jogadores lusos festejaram aquele que seria o primeiro golo do jogo, mas o árbitro argentino Néstor Pitana mandou parar a partida. Falou com os videoárbitros através do auricular, criou-se ali um momento de algum impasse e ao fim de uns segundos o juiz decidiu não validar o golo da seleção nacional.

Apesar dos protestos da equipa lusa, a decisão revelou-se acertada e o golo foi bem anulado, pois as imagens mostram que na jogada que começou com Ronaldo a cobrar um livre que bateu na barreira, e depois na altura do centro de Moutinho, há vários portugueses em fora-de-jogo.

O videoárbitro voltou a entrar em ação aos 86 minutos, no segundo golo de Portugal, da autoria de Cédric Soares. Neste caso, não se sabe ao certo o motivo, pois o árbitro argentino validou de imediato o golo, mas o VAR pediu alguns segundos para avaliar se tinha existido alguma irregularidade. Nada a assinalar e Portugal passou para a frente do marcador (viria a sofrer o empate nos descontos).

"São assim as regras, e se beneficiarem o futebol, muito bem. Ainda ninguém percebeu muito bem. Era uma jogada para trás [golo anulado a Nani], já depois do remate do Cristiano ao poste. Fica muito confuso. Depois, no lance do 2-2, que era complicado, dentro da área, não se percebendo bem quem agarra quem, não houve recurso ao videoárbitro. Houve depois uma paragem no outro golo. Foi sempre em golos nossos. Vamos aceitar naturalmente", referiu o selecionador nacional, Fernando Santos. Já Quaresma não pareceu ter ficado muito satisfeito com o recurso ao VAR: "Não quero comentar. Se disser o que penso, tenho um castigo."

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