Pepe sonha com o título europeu, "mas com os pés na terra"

Central do Real Madrid não pensa abandonar a seleção após ao Euro 2016, por causa da idade (33 anos).

Portugal defronta na sexta-feira a Bulgária (20.45, RTP1) em jogo de preparação para o Euro2016, um encontro que, segundo Pepe, será "bastante difícil". Porque se trata de "uma equipa que tem duas linhas de quatro, com dois avançados, uma forma muito semelhante a seleções que Portugal vai encontrar depois. É um bom jogo para saber como vai ser com algumas equipas no Euro".

O internacional português do Real Madrid não escondeu que os jogadores sonham conquistar o troféu. "Os jogadores têm de estar orgulhosos por poderem treinar e vestir esta camisola, é um momento único. Estamos a trabalhar bem para chegar ao Euro e termos as condições para desempenhar um bom Europeu. [Muitos jogadores para o mesmo lugar?] Temos excelentes guarda-redes, laterais... Há uma nova geração de jogadores, o que é muito bom para Portugal, para todos nós: uns puxam pelos outros", disse.

Portugal é um dos favoritos? "Somos livres de sonhar e todos sonhamos em conquistar uma competição assim, mas temos de ter os pés na terra. Não foi fácil chegar aqui, e agora há que trabalhar bem, encarar os jogos com a máxima seriedade. Temos de desfrutar deste momento e, com o decorrer da competição, queremos ganhar e competir com os melhores. Já ouvi dizer na comunicação social que estávamos integrados num grupo acessível, mas não vejo assim: todos têm capacidade para ganhar. E há vários fatores a ter em conta: temos de estar bem, saber das nossas capacidades e lutar com elas se queremos chegar à final. Vamos tentar desfrutar, fazer o que o mister nos pede e dar o melhor de cada um. Há que jogar em prol da equipa e tenho a certeza que assim as coisas vão sair mais fáceis", respondeu o internacional português.

Com 33 anos, Pepe não pensa abandonar a seleção: "Nunca se sabe o futuro. O que sei é que tenho a capacidade de dar à minha seleção o meu empenho, a minha vontade, o que mais sei fazer. Foi o que disse quando cheguei à seleção e essa foi a única maneira de retribuir o que os portugueses me deram."

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