A derrota mais pesada de era Fernando Santos

Portugal chumbou no segundo teste na Suíça, frente à Holanda (3-0), por números pouco habituais. Fernando Santos não perdia desde março de 2017 (3-2, com a Suécia).

Ao fim de um ano e 14 jogos, Portugal voltou a perder. Uma derrota, por 3-0, frente a uma Holanda renovada, com golos de Depay (11'), Ryan Babel (32') e Van Dijk (45'+2'), foi a mais pesada das oito da era Fernando Santos. E foi também a segunda derrota da equipa nacional com os holandeses em 13 jogos entre as duas seleções.

O campeão da Europa foi para o intervalo a perder por 3-0, num jogo em que Fernando Santos mudou nove jogadores no onze inicial e promoveu a estreia de Mário Rui (32.ª estreia promovida por Fernando Santos). E no regresso dos balneários voltou com outra atitude, mas foi traído pela expulsão de João Cancelo (61'), que travou o entusiasmo da equipa.

Três dias depois de triunfo sobre o Egito (2-1), com um bis de Cristiano Ronaldo, Portugal desabou frente à laranja mecânica, que vai falhar o Russia2018.

Cillessen brilhou nos postes da baliza holandesa e impediu o golo a André Silva e Gonçalo Guedes.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?