Erros defensivos fazem a seleção repetir o fado do empate

Portugal esteve duas vezes em vantagem no marcador e sofreu o empate dos mexicanos já no período de descontos

Para não variar, deu empate. A seleção nacional estreou-se ontem na Taça das Confederações com um empate a dois golos diante do México, em Kazan, na Rússia. Um jogo que acabou por ser a repetição de um fado semelhante ao do início do Euro 2016, que até acabou em festa, pois este foi o quarto empate consecutivo numa fase de grupos de uma grande competição, o que já parece tradição.

Agora, boa parte das hipóteses de Portugal se apurar para as meias-finais jogam-se na quarta--feira frente aos russos, partida que será importante vencer para não ficar a depender de terceiros na última jornada, pois à partida a Nova Zelândia não conseguirá roubar pontos ao mexicanos.

A estreia da equipa das quinas foi algo insípida, pois esteve por duas vezes em vantagem, mas acabou por ser traída por dois erros defensivos, o último dos quais já no tempo extra, quando se pensava que os três pontos estariam garantidos. Contudo, é bom que se diga que a entrada de Portugal neste jogo foi... assustadora. Intensidade baixa, muitos passes falhados e demasiado espaço concedido aos médios mexicanos, que dominaram por completo o jogo durante os primeiros 20 minutos, com trocas de bola constantes entre os seus jogadores, que chegaram a arrancar "olés" das bancadas.

A explicação para esta entrada tão frouxa tem a ver com o facto de a linha defensiva estar bastante recuada e afastada dos médios, permitindo aos três avançados aztecas - Carlos Vela, Raúl Jiménez e Chicharito - baixarem, à vez, para tabelarem com os médios, o que lhes permitia manter a posse de bola, que chegou a ser superior a 65%. A equipa das quinas não pressionava e quando recuperava a bola depressa a perdia. A área mexicana parecia inatingível, o que explica que o primeiro remate tenha sido apenas aos 17", por Quaresma.

Reação após o videoárbitro

O ponto de viragem acabou por ser num remate à barra de Ronaldo, que na sequência levou à primeira atuação do videoárbitro, anulando um golo a Nani - não se percebe como o assistente não viu o fora-de-jogo de vários portugueses.

Esse lance fez soltar a equipa, que começou a desenhar lances perigosos, um dos quais quase deu autogolo de Salcedo. Era o aviso para uma jogada fantástica de Ronaldo, que iludiu os defesas mexicanos, após passe de Moutinho, oferecendo a Quaresma a possibilidade de Portugal se ficar em vantagem. Injusto? Talvez, mas um prémio à eficácia e matreirice dos campeões da Europa, uma receita já vista há um ano em França.

Quaresma perdeu depois a oportunidade de bisar. E no último suspiro da primeira parte, Chicharito empatou de cabeça, num lance com culpas para Raphaël Guerreiro, que falhou o corte.

O México voltou a entrar melhor após o intervalo. A irritação de Fernando Santos era evidente pois via outra vez a equipa recuar no terreno. E perante a necessidade de mudar alguma coisa, lançou Adrien e Gelson para os lugares de Nani e Moutinho. Não foi preciso esperar muito tempo para ver melhoras, afinal o médio possibilitou à equipa pressionar e recuperar bolas mais à frente, enquanto Gelson começou a causar instabilidade na defesa contrária. Há a juntar a isto a subida de rendimento de André Gomes, que passou a jogar atrás de Ronaldo.

O jogo português ganhou mais fluidez, criando novos e complicados problemas aos mexicanos, que se acentuaram com a entrada de André Silva. Cedric marcou o segundo golo de Portugal aos 86" e o jogo parecia ganho. Só que, no tudo por tudo para evitar a derrota, os mexicanos chegaram ao empate nos descontos, num lance com culpas para José Fonte, que esteve na origem do livre do qual resultou o canto que permitiu a Moreno cabecear para o golo, com Fonte desta feita a falhar na marcação.

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