Ataque de pólvora seca relança debate sobre falta de avançados

Rui Águas não vê "ninguém que reúna consenso" para colmatar a lacuna. Bruno Moreira sonha ainda com uma chamada

O nulo do ataque português no particular frente à Bulgária, na sexta-feira, reacendeu o debate: faltam pontas-de-lança à seleção? O Europeu de França está aí à porta e o ataque nacional parece continuar órfão de um "9" que possa funcionar como referência de área e marcar os golos que têm escasseado durante a era Fernando Santos. A aposta num esquema tático com dois avançados mais móveis foi suficiente para carimbar a qualificação com um percurso quase imaculado, mas fará falta um "matador" para dar outra expressão ao sonho de vencer a prova?

Desde que Fernando Santos assumiu o comando técnico da seleção, o saldo é de apenas 16 golos apontados em 15 partidas. A média sobe se contabilizarmos somente os sete jogos oficiais disputados sob a sua orientação, nos quais Portugal festejou por 11 vezes. A equipa das quinas venceu todos esses embates, é verdade, mas sempre pela margem mínima.

Entre os autores desses 16 golos constam apenas os nomes de dois avançados. O inevitável Cristiano Ronaldo foi responsável por cinco. O outro pertenceu a Éder, que marcou o seu único golo em 22 internacionalizações num jogo particular frente à Itália. Aliás, o ex-atacante do Sp. Braga, que o Swansea emprestou aos franceses do Lille durante a segunda metade desta época, tem sido o único ponta-de-lança de raiz a marcar presença regular nas listas de Fernando Santos.

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