Rüdiger nega mordidela a Pogba e pode jogar com Portugal

O defesa alemão garante que não mordeu Paul Pogba, mas o médio francês admitiu essa possibilidade: "Acho que ele me mordiscou." A UEFA não vê motivo para castigar o jogador, que assim vai estar no jogo de sábado.

A UEFA decidiu fechar os olhos a um incidente entre o Antonio Rüdiger e Paul Pogba no decorrer do França-Alemanha de terça-feira, que terminou com a vitória dos gauleses por 1-0. O defesa alemão esboçou a intenção de morder as costas do médio francês, num lance captado pelas câmaras de televisão, mas que passou despercebido ao árbitro espanhol Carlos del Cerro Grande. Rüdiger foi alvo de críticas generalizadas, tendo em alguns meios sido recordada a famosa mordidela do uruguaio Luis Suárez ao italiano Chiellini no Mundial 2014, que originou uma suspensão de nove jogos.

Rüdiger já veio entretanto garantir que não mordeu o adversário, embora tenha admitido que aquilo que fez não foi bonito. "Não tenho o direito nem posso por a minha boca daquela forma nas costas dele, nem é preciso dizer, sem dúvida. Foi lamentável", admitiu. Paul Pogba, por sua vez, confirmou que "não foi nada sério". "Somos amigos, já nos conhecemos há muito tempo, mas acho que ele me mordiscou", contrapôs o médio.

O certo é que entre os jogadores a situação foi falada no final do jogo, como comprovam algumas fotos. "Após o apito final, falei amigavelmente com Paul. E tanto na conversa que tivemos, como numa entrevista, ele confirmou que não foi mordido, como alguns pensaram", frisou Rüdiger, revelando que o próprio juiz da partida o avisou sobre a situação. "O árbitro disse que me teria punido se tivesse sido violento", revelou.

A verdade é que este incidente colocou em causa a presença de Rüdiger no jogo de sábado (17.00 horas) com Portugal, algo que a UEFA se apressou ainda ontem a garantir, descartando a possibilidade de abrir um processo disciplinar ao defesa alemão através de um porta-voz, que sempre foi dizendo que o comité de disciplina reviu as imagens do incidente e chegou à conclusão que não havia matéria para qualquer punição. Assim, sendo Antonio Rüdiger vai estar à disposição do selecionador Joachim Löw para o jogo com Portugal.

Esta não foi a única polémica que resultou do França-Alemanha. E tudo por causa da manchete do jornal L"Équipe sobre a partida. "Como em 18", titulava na primeira página, numa alusão ao arranque no Mundial 2018 conquistado pela França, por comparação com o início do Euro 2020. Só que de imediato surgiram outras interpretações, nomeadamente ligadas ao final da I Guerra Mundial, em 1918, na qual os alemães foram derrotados e foram sujeitos a sanções bastante duras. O jornal desportivo francês foi por isso acusado de ter passado dos limites, uma vez que foi tocar numa ferida antiga.

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