Pugilista marroquino preso por assédio sexual na aldeia olímpica

Atleta vai faltar à primeira prova dos Jogos Olímpicos após ter sido acusado de ter assediado duas empregadas

Um pugilista da equipa olímpica marroquina foi hoje detido após ter sido acusado de ter assediado duas empregadas na aldeia olímpica nesta terça-feira. Hassan Saada, de 22 anos, ficará preso durante 15 dias e vai faltar à sua primeira competição dos Jogos Olímpicos, que se realiza no sábado.

A prisão temporária foi decretada por um tribunal especial para grandes eventos, segundo o jornal Globo. A justiça afirma ter provas suficientes para justificar a prisão do atleta.

De acordo com as autoridades, Hassan Saada chamou as duas empregadas ao quarto, apalpou e tentou beijar uma delas, para além de apalpar o peito da outra. O pugilista pediu ainda a uma das empregadas que o masturbasse em troca de dinheiro.

As duas mulheres conseguiram fugir do quarto e apresentaram queixa no mesmo dia.

No quarto estavam outros dois atletas que não fizeram nada.

"É necessária a prisão do indiciado à complementação das investigações, mormente porque livre o mesmo pode influenciar em diligências necessárias, e, até reincidir na prática de violência de género", afirmou a juíza Larissa Nunes Saly, segundo o mesmo jornal. Além disso, "outras profissionais em situações análogas podem estar expostas a mesma violência", continua, no documento a que o Globo teve acesso.

Este sábado, Hassan Saada iria enfrentar o turco Mehmet Nadir.

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