O que são as misteriosas marcas roxas nos atletas olímpicos?

As marcas podem ser vistas sobretudo em atletas da equipa dos Estados Unidos

Alguns atletas olímpicos, incluindo o mais medalhado de sempre, Michael Phelps, exibem este ano marcas roxas na pele, círculos quase perfeitos, que têm intrigados os espectadores dos Jogos.

As marcas podem ser vistas sobretudo em atletas da equipa dos Estados Unidos e revelam que muitos são adeptos de uma técnica de acupuntura que é a terapia com ventosas (também chamada de cupping).

Segundo o site do Centro de Terapias Chinesas, esta terapia utiliza copos aquecidos "para obter o efeito de sucção: o ar quente dentro dos copos tem uma densidade baixa e à medida que arrefece junto à pele, a pressão dentro do copo diminui, arrepanhando a pele".

O objetivo é o alívio de dores, tensões musculares crónicas e ainda combater o stress - objetivos que terão com certeza interesse para os atletas olímpicos sujeitos a treinos rigorosos e provas em que levam as capacidades humanas ao limite.

O ginasta Alex Naddour disse mesmo ao jornal USA Today que foi o seu segredo para evitar "muita dor" no último ano. E o capitão de equipa, Chris Brooks, acrescentou que muitos começaram uma versão "faça você mesmo" com copos e uma bomba, em vez de chamas.

A nadadora norte-americana Natalie Coughlin, medalhada em Atenas, partilhou uma fotografia há algumas semanas em que mostra a técnica.

Segundo o Centro de Terapias Chinesas, apesar de a pele ficar marcada, nas zonas pressionadas pelo rebordo do copo, a técnica não é dolorosa. No entanto, "as áreas mais escuras podem levar alguns dias até desaparecer. O paciente tem uma sensação de calor na região de tratamento, uma vez que o calor e o sangue são puxados para a superfície" - o que faz com que a área fique mais escura, nomeadamente pela rutura de pequeno vasos capilares.

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