Atletas portugueses encontram apartamentos sujos e sem água

Obras da Aldeia Olímpica no Rio de Janeiro estão atrasadas e têm merecido críticas internacionais

Os primeiros atletas portugueses a chegar ao Rio de Janeiro para competir nos Jogos Olímpicos depararam-se com vários problemas na Aldeia Olímpica, revelou o chefe da missão portuguesa, José Garcia, à edição eletrónica do jornal Expresso, e confirmou o DN junto do Comité Olímpico de Portugal.

Apartamentos sujos, falta de água, canalizações entupidas ou falhas no fornecimento do gás foram algumas das surpresas negativas encontradas pelos portugueses e que afetam também várias delegações de outros países, como a Austrália, que se recusou a entrar na Aldeia Olímpica por considerar "inabitáveis" os apartamentos.

"Portugal deparou-se com alguns dos problemas que têm sido relatados por várias outras delegações internacionais e que são reconhecidos pelo próprio Comité Olímpico Internacional", confirmou fonte do COP ao DN, notando que "tudo está a ser feito para debelar os problemas atempadamente".

José Garcia admitiu ao Expresso: "Não estávamos à espera de encontrar os apartamentos tão sujos". Ainda assim, o chefe da missão portuguesa refere que os 67 apartamentos destinados à comitiva portuguesa estão numa zona "onde a situação é das mais favoráveis".

Portugal tem quatro atletas já instalados na Aldeia Olímpica, desde domingo: os velejadores João Rodrigues, que será o porta-estandarte na cerimónia de abertura, José Lima, Jorge Costa e Sara Carmo.

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro começam a 5 de agosto e terminam a 21.

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