Resistência ao limite com três portugueses a correr acima dos 300 quilómetros/hora

Pedro Lamy, um veterano em La Sarthe, Filipe Albuquerque, participa pela quarta vez, e Álvaro Parente, que só correu uma, falam ao DN sobre as suas expectativas para a mítica prova que se realiza entre hoje e amanhã

Hoje e amanhã realiza-se mais uma edição das 24 Horas de Le Mans, a carismática prova de resistência do automobilismo mundial, este ano com três portugueses nos 60 inscritos - Filipe Albuquerque num Ligier JSP217 # 32 da United Autosports, inscrito em LMP2, com Will Owen e Hugo de Sadeleer como companheiros de equipa; Álvaro Parente vai pilotar um Ferrari 488 GTE #60 da Clearwater, inscrito em GTE AM, tendo como colegas Richard Wee e Hiroki Katoh; e Pedro Lamy, igualmente em GTE AM, pilotará o Aston Martin Vantage #98, ao lado de Paul Dalla Lana e Mathias Lauda.

As 24 Horas de Le Mans são a maior prova do Campeonato Mundial de Endurance da FIA (Federação Internacional do Automóvel) e sendo a mais antiga competição de resistência para carros desportivos e protótipos. Como o nome indica, dura exatamente um dia, continuando a ser disputada no circuito de La Sarthe, em França.

Pedro Lamy é um veterano em Le Mans - esta a sua 18.ª participação! As suas melhores classificações foram dois segundos lugares na geral, em protótipos, obtidos em 2007 e 2011 pela Team Total Peugeot, e um primeiro lugar na categoria GTE-Am, em 2012. As últimas participações não têm sido brilhantes e no ano passado abandonou a três horas do final, com problemas na caixa de velocidades. Ao DN, o piloto português diz ser impossível prometer um grande resultado. "O objetivo é tentar que o carro esteja equilibrado e o mais rápido possível. Se isso for conseguido, possivelmente o resultado vai ser positivo e somaremos pontos importantes para a nossa classificação. É sempre difícil fazer prognósticos em Le Mans, são muitos carros em pista, mas claro que todos os que participam aspiram a ganhar", sublinha. Lamy explica a grandeza desta mítica corrida "por estarem sempre representadas grandes marcas, por ter imenso público a assistir e, claro, pelo aliciante de durar 24 horas".

Filipe Albuquerque vai participar pela quarta vez (e de forma consecutiva) e este ano, para não variar, celebrou o aniversário em Le Mans - fez 32 anos terça-feira. "Foi muito giro, com toda a gente a cantar-me os parabéns durante uma sessão de autógrafos", contou ao DN. De resto, "o constante contacto com os fãs na semana que antecede a corrida" é um dos aspetos que mais aprecia em Le Mans. E, claro, "passar grande parte da corrida com velocidades acima dos 300 km/hora!"

O piloto da United Autosports, cujo melhor resultado foi o sétimo posto em 2015 pela Audi, reconhece que a concorrência está em vantagem, pelo menos aparentemente. "O nosso carro não se adaptou muito bem ao circuito e teremos de ser comedidos na prova. Os nossos adversários estão em melhores condições, mas Le Mans tem muito a ver a com fiabilidade e consistência e não apenas com quem é mais rápido", destacou. A sua melhor recordação foi da corrida de 2015: "Cheguei a liderar e colocámos muita pressão na Porsche. Infelizmente, o híbrido teve problemas a quatro horas do final e desistimos."

Álvaro Parente vai participar na prova pela segunda vez, depois do abandono em 2014 com problemas na caixa de velocidades. "Dessa vez não tinha ideia da dimensão disto, era tudo uma novidade, mas agora estou mais preparado e já sei o que me espera", garantiu. O piloto da Clearwater não esconde o entusiasmo com o aproximar do tiro de partida, não escondendo que esta "é uma corrida muito especial, com retas muito compridas e partes realizadas em circuito citadino, sempre com muito público a assistir, o que não deixa os pilotos indiferentes".

Entre os 60 felizardos que disputam esta mítica prova, seis pertencem à LMP1, a categoria rainha, 25 à LMP2, 13 à GTE Pro e 16 à GTE Am. Na categoria principal, a Porsche vai correr com dois 919 Hybrid: Nick Tandy, André Lotterer e Neel Jani vão pilotar o Porsche LMP1 # 1 e Timo Bernhard, Earl Bamber e Brendon Hartley estarão no #2. Ou seja, não há alterações face a 2016.

Haverá ainda três Toyota TS050 Hybrid: no carro # 7 estarão Stéphane Sarrazin, Mike Conwat e Kamui Kobayashi; no #8, Anthony Davidson, Sebastien Buemi e Kazuki Nakajima e no #9, José Maria Lopez, Kunimoto e Nicolas Lapierre. O sexto LMP1 será o CLMP1 da ByKolles.

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