Rafael Reis é o primeiro líder da Volta a Portugal

Ciclista da Glassdrive-Q8-Anicolor foi o mais rápido no prólogo e parte de amarelo para a primeira etapa.

Rafael Reis é o primeiro camisola amarela da 83.ª Volta a Portugal em bicicleta. O ciclista da Glassdrive-Q8-Anicolor foi o mais rápido no prólogo de hoje, de apenas 5,4 quilómetros, com partida e chegada à Praça do Império, em Lisboa. O campeão nacional cumpriu a distância com um tempo de 6.11 minutos, repetindo os triunfos no prólogo de 2016, 2018 e 2021.

O uruguaio Mauricio Moreira (Glassdrive-Q8-Anicolor), vice-campeão em 2021 e líder da equipa, fez o segundo melhor tempo, com o britânico Oliver Rees (Trinity Racing) a ser terceiro, ambos a nove segundos do líder.

Rafael Reis (30 anos) parte assim de amarelo para a primeira etapa da prova rainha do ciclismo nacional, que na sexta-feira ligará Vila Franca de Xira a Elvas, ao longo de 193,5 quilómetros tendencialmente planos, antes de passagem por Badajoz (sábado, na 2.ª etapa). A incursão em terras espanholas e a inédita ascensão ao Observatório do Vila Nova (Miranda do Corvo) são certamente duas etapas a ter em conta nesta 83.ª edição.

O uruguaio Mauricio Moreira (Glassdrive-Q8-Anicolor), o espanhol Alejandro Marque (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) e o português Frederico Figueiredo (Glassdrive-Q8-Anicolor) são apontados como favoritos entre um pelotão de 125 ciclistas, que enfrentará 26 contagens de montanha, menos sete do que no ano passado, e cinco etapas à medida dos sprinters, num total de 1559,7 quilómetros entre Lisboa e Vila Nova de Gaia, onde, no dia 15 de agosto, será coroado o sucessor de Amaro Antunes, o bicampeão em título, ausente devido à retirada da licença à W52-FC Porto.

Ciclistas alvo de buscas questionam afastamento

Dois dos ciclistas alvo de buscas da Polícia Judiciária, na passada terça-feira, e entretanto suspensos pelas respetivas equipas. questionaram o afastamento da Volta a Portugal. Luís Mendonça (Glassdrive-Q8-Anicolor) lamentou falhar a prova rainha do ciclismo nacional. "Fui visado faz dois dias com uma busca domiciliária por parte da PJ (a dois domicílios por mim utilizados). Mas fui eu e muitos mais, num mandado fornecido pela PJ onde tinha uma extensa lista. Contudo, só se faz 'folclore' dos ciclistas visados que estão no ativo. Nos meus dois domicílios visados foram encontrados zero produtos ilícitos, zero produtos dopantes. Volto a repetir: zero", vincou, num longo texto publicado nas redes sociais, em que garante estar "inocente, limpo e de consciência tranquila".

Reforçando que não foi constituído arguido, Mendonça (36 anos) disse ter sentido "de certas entidades organizadoras uma relutância brutal na participação na Volta a Portugal, por ter sido alvo de investigação e por não saberem concretamente o desfecho da mesma". O mesmo sentimento tomou conta de João Benta (Efapel), outro dos ciclistas alvo de buscas, na passada terça-feira, denunciando "indicações" da organização e Federação Portuguesa de Ciclismo dirigidas às equipas, que, pretenderam "colocar no mesmo grupo todos os profissionais alvos de buscas, tenham eles sido ou não constituídos arguidos". E no caso dele, segundo ele, não foi constituído arguido.

Francisco Campos (Efapel) e Daniel Freitas (Rádio Popular-Paredes-Boavista) também foram afastado pelas respetivas equipas, depois de serem constituídos arguidos na operação Prova Limpa, que no dia 24 de abril visou a equipa da W52-FC Porto, por suspeitas de doping. Na altura, dez corredores foram na altura constituídos arguidos e o diretor desportivo, Nuno Ribeiro, foi mesmo detido, tal como o adjunto, José Rodrigues. Os ciclistas foram suspensos preventivamente pela autoridade antidopagem (ADoP), levando depois, no dia 27 de julho, a UCI a retirar a licença à equipa ligada ao FC Porto, que colocou um ponto final no protocolo com a W52 no dia seguinte. Uma decisão que impediu a equipa e o bicampeão da Volta a Portugal, Amaro Antunes de defender o título, apesar de não estar entre os visados.

O afastamento dos ciclistas obedeceu ao estipulado num protocolo assinada em outubro passado, onde as equipas e atletas assumiram a responsabilidade de afastar qualquer pessoa debaixo de suspeita, em nome de uma tolerância zero ao doping.

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