Quando o Senegal joga, joga África em peso

Eles vieram do Senegal para torcer pela sua seleção, mas trouxeram guineenses, angolanos, são-tomenses ou cabo-verdianos para também fazerem a festa

Os senegaleses torcem pela sua seleção, naturalmente, mas não são os únicos fazer a festa. Não é que não deem conta do recado, mas com eles estão companheiros de outras latitudes do continente africano. Trouxeram cornetas, vovozelas cachecóis, bandeiras e fazem tanto barulho que, apesar de não passarem de umas quantas dezenas, parecem que são às centenas. Quando o Senegal joga, joga África em peso.

E quem é africano não está especialmente interessado em saber se no campo está o Senegal contra a Polónia ou outra seleção africana qualquer. Se é uma uma equipa de África, é o quanto basta: "Estamos aqui a representar o nosso continente", explica Ibrahima Jaló, adepto da Guiné-Conacri.

Sempre que, neste Mundial, jogar o Senegal ou a Nigéria, a Arena Portugal, instalada no Terreiro do Paço, em Lisboa, vai encher-se de guineenses, são-tomenses ou cabo-verdianos. Pelo menos é isso que garante Daniel Moura, adepto cabo-verdiano que chegou sozinho à Praça do Comércio e, em pouco menos de meia hora, fez amigos entre senegaleses, guineenses de Bissau e de Conacri ou nigerianos.

As equipas africanas não contam apenas com os adeptos dos seus países, mas com todo o continente. Um dia torcem pelo Senegal, noutro dia torcem pela Nigéria. É claro que há outras equipas africanas em jogo. Tunísia, Marrocos e Egito também estão na competição, mas não contam para o campeonato deles: "Estamos aqui pela África Negra", remata, ​​​​​​​Ibrahima Jaló, da Guiné-Conacri.

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