Qual o impacto desportivo no Rio? Mais de 60 medalhas

Projeções mais recentes apontam para 63 subidas ao pódio por atletas russos nos Jogos do Rio, o pior desde Atlanta 1996

Evgeny Tishchenko, boxe. Vitaly Dunaytsev, também boxe. Alexey Yakimenko, esgrima. Yana Kudryavtseva, ginástica rítmica. Daria Spiridonova, ginástica artística. Aleksander Lesun, pentatlo moderno. Estes são apenas seis dos atletas russos que arriscam não poder confirmar no Rio de Janeiro o favoritismo que lhes é atribuído para chegar a uma medalha de ouro, caso o Comité Olímpico Internacional acabe por aceder aos pedidos que se avolumam para excluir a Rússia dos próximos Jogos Olímpicos, que arrancam a 5 de agosto.

De acordo com a mais recente versão do medalheiro virtual projetado pela plataforma de análise de dados desportivos Gracenote, que todos os meses atualiza as suas projeções, a Rússia deverá (deveria?) conquistar um total de 63 medalhas nos Jogos do Rio, das quais 20 de ouro, 23 de prata e 20 de bronze - Portugal, por exemplo, deverá ficar apenas pela medalha de bronze no futebol, segundo a tabela publicada a 6 de julho.

Para a Rússia, este total, a confirmar-se, igualaria já de si o pecúlio global mais baixo desde Atlanta 1996, os primeiros Jogos em que a Rússia participou como Estado independente. De então para cá, a Rússia obteve 89 medalhas (32 de ouro) em Sydney 2000, 90 medalhas (28 de ouro) em Atenas 2004, 73 medalhas (23 de ouro) em Pequim 2008 e 79 medalhas (22 ouros) em Londres 2012.

Das 20 subidas de atletas russos ao lugar mais alto do pódio projetadas pelo medalheiro virtual, duas são no boxe, uma na canoagem, duas na esgrima, três na ginástica, uma no pentatlo moderno, uma no tiro, duas na natação sincronizada, uma no ténis, três no halterofilismo e quatro nas lutas (livre e greco-romana).

Ora, de todas estas modalidades, só a ginástica não está em xeque no relatório independente ontem divulgado pela Agência Mundial Antidopagem [WADA, na sigla em inglês] acerca do desporto russo, não tendo qualquer caso de doping encoberto pelo Estado russo entre 2011 e 2015.

Para já, apenas o atletismo da Rússia está excluído de competir nos Jogos do Rio 2016, depois de a IAAF [federação internacional da modalidade] ter suspendido o país aquando da divulgação de um primeiro relatório da WADA, focado no atletismo. A IAAF abriu a porta apenas à participação, como independentes, dos atletas que comprovem estar "limpos". No entanto, 68 atletas russos, entre eles a bicampeã olímpica do salto com vara Elena Isinbayeva, interpuseram recurso no Tribunal Arbitral do Desporto, cuja decisão está prevista para a próxima quinta-feira, dia 21.

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