Portugueses Kiko e Gastão Elias brilham e seguem para a 2.ª ronda

Frederico Silva conseguiu a maior vitória da carreira ao despachar Istomin (6-2, 6-2). Segue-se David Ferrer.

Brilhante! Apesar de ter o público do seu lado, poucos acreditariam que Frederico Silva (426.º da lista mundial e último a receber um wild card) conseguisse fazer a Denis Istomin o mesmo que o uzbeque fez a Djokovic no Open da Austrália. Ou seja, vencer! Mas o português não só bateu o número 74.º ATP, por duplo 6-2, como convenceu e levou ao rubro o court central do Estoril Open.

O tenista de 22 anos das Caldas da Rainha, que tem Federer e Nadal como ídolos, conseguiu ontem alcançar a maior vitória da sua carreira e a primeira num jogo ATP. O triunfo de Kiko, como é tratado, foi construído em apenas dois parciais, frente ao tenista uzbeque, responsável pela eliminação de Novak Djokovic no Open da Austrália, disputado em janeiro.

Istomin esteve demasiado passivo e nunca se conseguiu impor perante o sólido jogo do português, que vindo de uma lesão no pulso esquerdo ainda acusou algum nervosismo, permitindo quebras de serviço, mas sem nunca perder o controlo do jogo e vencendo. E se o primeiro duelo de Frederico Silva no Estoril Open era difícil, o segundo é, teoricamente, ainda mais duro, pois terá pela frente um espanhol ex-top 3 mundial, atual 31.º e detentor de 26 títulos ATP: David Ferrer! "O meu principal objetivo era passar a primeira ronda, por isso a partir de agora é desfrutar. Vou sentir-me mais aliviado e com menos pressão. Vou dar o máximo contra o David Ferrer e estou muito contente por ter a oportunidade de jogar contra um jogador como ele num torneio", disse Kiko, que pode assim continuar a fazer história no Open português.

Antes da 2.ª ronda, hoje, discute o apuramento na variante de pares, ao lado de Gastão Elias, o outro português, que ontem conseguiu o apuramento para a segunda fase. O tenista da Lourinhã (107.º ATP) derrotou o tunisino Malek Jaziri, n.º 68.º do ranking mundial, pelos parciais de 6-4, 3-6 e 6-3.

Gastão Elias entrou instável no jogo e sofreu o break que o colocou a perder por 0-4, mas a entrada de alguns jogadores do Benfica para ver o jogo parece ter motivado o sportinguista, que promoveu uma verdadeira reviravolta e venceu por 6-4. Depois não conseguiu manter o nível e deixou escapar o segundo parcial para Jaziri. Mas no terceiro set , Elias voltou a quebrar a resistência do tunisino com um break, que o colocou a vencer por 4-2, fechando o set com 6-3.

O português vai agora enfrentar o vencedor do encontro entre Benoit Paire e Nicolas Almagro (vencedor do Estoril Open 2016). "O Paire é o cabeça-de-série da minha parte do court. O Almagro, apesar de não ser cabeça-de-série, é um jogador muito perigoso que ganhou o torneio o ano passado e que já foi top10. Qualquer um dos dois será muito difícil, mas acredito nas minhas qualidades", afirmou Elias.

João Sousa e Del Potro em ação

O número um nacional vai hoje tentar provar que à terceira é de vez, ele que em 2015 caiu na primeira ronda, ante o compatriota Rui Machado, e, em 2016, cedeu na segunda ronda (passou diretamente), perante Almagro, que viria a ganhar o Estoril Open. Este ano, se quiser quebrar o enguiço, João Sousa vai ter de ultrapassar hoje o qualiffier Bjorn Fratangelo na primeira ronda. Ontem, em pares, com Kyle Edmund, Sousa perdeu com a dupla Almagro/Garcia-Lopez, por 6-7(1) 7-6(8) 13-11, e foi já eliminado.

Hoje também entra em ação Martin del Potro. O argentino vai medir forças com Yiuchi Sugito e espera dar seguimento aos bons desempenhos em Portugal. "A temporada de terra batida para mim é a mais difícil, mas sempre que vim ao Estoril joguei bem no resto dos torneios em terra batida", confessou o argentino, atualmente na 33.ª posição do ranking mundial.

A Torre de Tandil, como é conhecido no circuito, chegou vencer a antiga prova portuguesa e diz que, embora "tudo esteja um pouco diferente, continua muito bonito". Ontem, Del Potro andou a passear pela Malveira da Serra na companhia de João Zilhão, o diretor do torneio, e de Pablo Carreno Busta. O espanhol só entra em ação amanhã, frente a Tommy Robredo, que ontem venceu Evgeny Donskoy (o único a derrotar Federer esta temporada), por 6-3 e 6-2.

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