Portugal um a um. Valeu o truque de magia do Harry Potter

Em noite não de Ronaldo, valeu a Portugal a atitude de Pepe, o ritmo imposto por Adrien e o remate espetacular de Ricardo Quaresma

Rui Patrício (6)

Pouco trabalho para fazer, assustou quando aos 34 minutos defendeu a dois tempos um cabeceamento de Ezatolahi dando a sensação de que a bola lhe ia escapar. No penálti adivinhou o lado mas o remate foi bem colocado a meia altura. Nada a apontar.

Cédric Soares (5)

Cometeu uma grande penalidade um bocadinho forçada, pois só se cortasse o braço é que evitaria a falta. Antes desse lance voltou a realizar uma estupenda de exibição, principalmente a defender. Está um autêntico muro.

Pepe (7)

Tremenda exibição do luso-brasileiro, sério candidato ao melhor em campo. Varreu o que tinha a varrer, comandou com assertividade a defesa portuguesa e sublinhou que Portugal sem Pepe será sempre uma equipa mais fraca. Aos 58 minutos teve a ajuda de uma nação num corte que de idêntica valia à de um golo.

José Fonte (6)

Menos exuberante do que o seu colega de setor parece vir a subir de rendimento de jogo para jogo. Já tinha estado bem com Marrocos e agora diante do Irão demonstrou uma enorme dose de concentração. É daqueles tipo de jogadores que não inventa e com a noção, perfeita, das suas limitações.

Raphaël Guerreiro (5)

Surpreendente a sua manutenção no onze titular após duas exibições paupérrimas com Espanha e Marrocos. Mas é preciso dizer que melhorou, mostrou mais confiança, contudo, ficamos sem saber se tal se deve ao facto de ter sido pouco testado ou se está a ir de menos a mais e a subir de forma.

William Carvalho (5)

Jogo muito certinho para um futebolista que se percebe estar exausto mentalmente; pela forma como demora a reagir ao ser pressionado. Teve uma perda de bola perigosíssima que ia proporcionando o primeiro golo do jogo ao Irão mas depois, aos poucos, foi acertando. Esteve muito melhor nas bolas longas (um claro pedido de Fernando Santos) do que nos passes mais simples o que pode indiciar alguma displicência. Precisa de rever a exibição realizada pois quando se falha o menos difícil...

A figura: Ricardo Quaresma (7)

Titular pela primeira vez neste Mundial teve uma primeira parte com nota elevada; chegou duas vezes à linha em movimentos saídos da sua imaginação e que desequilibraram a defensiva iraniana. O momento de magia daquele que um dia foi apelidado de Harry Potter em Barcelona chegou quando o intervalo já se via ao fundo da esquina. Aquela trivela ficou para a história porque, bem vistas as coisas, foi absolutamente decisiva para justificar o bilhete e o apuramento de Portugal para os oitavos de final. Pena que na segunda parte tenha baixado drasticamente de rendimento. Saiu com naturalidade aos 70".

Adrien Silva (7)

Não era fácil render João Moutinho no onze mas o médio do Leicester entrou com um enorme atitude, sendo traído pela falta de acompanhamento dos seus colegas. Foi um verdadeiro box-to-box, procurando entusiasmar a equipa. Não teve problemas em ter iniciativa. O melhor elogio que lhe podemos fazer é que que com ele a bola raramente picou. Excelente estreia a titular no Mundial.

João Mário (6)

Sentiu a condição de suplente no jogo com Marrocos. Encostado à esquerda percebeu-se que tinha instruções para tentar criar jogo interior. Falhou aos 9" um golo fácil, mas não se atemorizou, continuou a tentar, sempre a tentar e a bater no muro iraniano sem se chatear em ter que recomeçar tudo de novo. Caiu de produção na segunda parte, onde passou demasiado tempo ao lado jogo.

Cristiano Ronaldo (4)

Teve nos pés o 2-0, aos 53", depois de ter falhado a sexta grande penalidade nas 14 que cobrou ao serviço da seleção nacional (taxa de acerto de 54%...). Aos 81" deixou todo o Portugal em suspenso quando o árbitro foi rever um lance em que atingiu, sem bola, Pouraliganji. Talvez não tenha sido lance para vermelho mas o facto de ser o Bola de Ouro e chamar-se Cristiano Ronaldo deu muito jeito. Não fez um bom jogo, nem sequer razoável mas isso também tem o seu lado positivo pois Portugal não pode depender de um jogador por muito bom que ele seja.

André Silva (5)

Muita vontade (o que não foi transversal a todos os jogadores da seleção nacional). Criou espaço, tentou aproveitar a descoordenação entre centrai e laterais e foi dos poucos que teve a coragem de embarcar no jogo mais duro dos iranianos nunca virando costas aos duelos.

Bernardo Silva (3)

É uma pena Bernardo Silva não conseguir mostrar os seus melhores atributos e quem mais lamenta são os adeptos do futebol. Substituiu Ricardo Quaresma mas tarda em aparecer o virtuoso encantador de serpentes que o Manchester City tem o privilégio de ter nas suas fileiras. Há que ter fé em que ainda vamos ver aquele pé esquerdo fazer magia na Rússia.

João Moutinho (-)

Entrou para segurar a bola mas o melhor que conseguiu foi ver bem de perto o golo do empate do irão e a jogada que deixou milhões em suspenso quando Mehdi ia mandando Portugal para casa após falhar o 2-1 nos descontos.

Gonçalo Guedes (-)

Para queimar tempo.

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